sábado, 31 de março de 2012

COENZIMA Q10, DHEA, VITAMINA D e ETINIL ESTRADIOL; MELHOR QUALIDADE E QUANTIDADE DE ÓVULOS E EMBRIÕES.

Atualidades

DR. ARNALDO CAMBIAGHI - NOVOS MEDICAMENTOS QUE MELHORAM A FERTILIDADE DAS MULHERES

São quatro novidades que podem ajudar a ampliar as possibilidades de sucesso: Coenzyma Q10, Vitamina D, DHEA e o Etinil Estradiol
Mulheres acima de 40 anos são um grande desafio para os tratamentos de infertilidade, pois, após esta idade, os ovários envelhecem e produzem óvulos em menor quantidade e de pior qualidade. Com isso, as chances de gravidez diminuem e as possibilidades de abortos e doenças cromossômicas do bebê aumentam e os resultados dos tratamentos tendem a ser piores e a quantidade de medicação utilizada maior, implicando também num maior custo financeiro.
Segundo Dr.Arnaldo Cambiaghi, médico especialista em infertilidade do Centro de Reprodução Humana do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), alguns exames de laboratório podem confirmar esta tendência, mas não definem o real quadro de dificuldades da paciente. “Os exames mais importantes para a análise do potencial reprodutivo da mulher são as dosagens dos hormônios FSH, LH, estradiol, antimulleriano e Inibina-B, todos dosados no 3ºdia do ciclo menstrual. O exame de ultra-som é também bastante útil para esta avaliação, entretanto, na maioria das vezes, os óvulos são de qualidade indesejável”, afirma. Cambiaghi explica que nos últimos meses, novos trabalhos científicos dão uma nova perspectiva para mulheres que querem ter um bebê, mas têm dificuldades. Confira abaixo as orientações do Dr. Cambiaghi.
Quais são as novidades que podem ampliar as possibilidades para mulheres que querem engravidar?
São quatro as novidades: Coenzyma Q10, Vitamina D, DHEA e o Etinil Estradiol. Estes medicamentos são simples, de baixo custo quando comparados aos utilizados nos tratamentos convencionais, e com efeitos colaterais indesejáveis praticamente inexistentes.
Coenzyma Q10 ou Quinona Q10
Esta é uma substância natural do nosso organismo, presente em quase todas as células humanas. Ela desempenha um papel essencial na capacidade celular de produzir ATP (Adenosina trifosfato) que representa a unidade básica de energia utilizada pelo nosso corpo para manter as funções vitais. Está concentrada em organelas situadas no citoplasma das células (fora do núcleo), chamadas de mitocôndrias. Os óvulos das mulheres com mais idade têm uma quantidade menor de mitocôndrias e menos funcional, provocando diminuição do ATP e um provável envelhecimento dos óvulos. Esta diminuição leva a um prejuízo da divisão dos cromossomos e um aumento de malformações fetais (Síndrome de Down, Edwards e outras) comuns nas mulheres mais velhas. A concentração de ATP que as células carregam está diretamente relacionada com o potencial de implantação dos embriões.
O uso da Coenzyma Q10 pode substituir a transferência de citoplasma, um procedimento proibido por lei e pela ética médica. Uma recente publicação na edição de janeiro de 2010 da revista Fertility Sterility, da Sociedade Americana de Reprodução Humana (ASRM-American Society of Reproductive Medicine), demonstrou que suplementos dietéticos ricos em Coenzyma Q10 como as sardinha, cavalinha, óleo de soja, nozes, fígado de boi e amendoins, além da complementação em comprimidos, podem melhorar o funcionamento das mitocôndrias, a produção de energia, a maturação dos óvulos e a formação de embriões melhores e com maior chance de implantação. Fazendo o papel semelhante à transferência de citoplasma – um procedimento proibido por lei e pela ética médica, - e, portanto, aumenta as taxas de gravidez. Esta medicação além de melhorar a fertilidade, aumenta a capacidade imunológica, previne a pré-eclampsia nas pacientes com gravidez de risco e melhora a função do músculo cardíaco. Não é vendida em farmácias comuns, mas pode ser manipulada em farmácias especializadas.
Qual a importância da Vitamina D ou 25OH vitamina D
Outras publicações demonstram que quando a vitamina D estiver abaixo dos níveis normais, existe influência negativa na capacidade reprodutiva das mulheres. A dosagem é feita por meio do exame de sangue, de forma simples e barata. A importância desta vitamina é conhecida, principalmente, no metabolismo ósseo e em outras reações metabólicas, mas, ultimamente, tem sido envolvida em outros processos biológicos do organismo inclusive no crescimento e desenvolvimento celular, na auto imunidade, resistência insulina (recentemente foi publicado que a sua influência era síndrome dos ovários policísticos), doenças cardiovasculares e mais recentemente na fertilidade. Publicações científicas analisaram grandes populações e observaram que 67% da população geral apresentam taxas inferiores à necessidade de Vitamina D e necessitam de tratamento, independente de desejarem ou não a gestação o tratamento deve iniciar com uma dose de ataque por quatro semanas e depois continuar com uma dose menor para a manutenção.
O que é DHEA (Dehidroepiandrosterona)
Este é um hormônio fabricado normalmente no ovário e nas glândulas supra-renais, que diminui progressivamente com a idade. É essencial para a fabricação do hormônio estrógeno da mulher e vendido como suplemento alimentar com o objetivo de combater o envelhecimento e melhorar a sensação de bem-estar. A falta reduz o desejo sexual, a massa muscular e as ações do sistema imunológico. Durante o período, reprodutivo da mulher, sua concentração no organismo é mais alta e quando está abaixo do normal prejudica a reprodução.
Diversos trabalhos científicos têm demonstrado sua ação positiva em mulheres mais velhas com dificuldade em engravidar ou com falência ovariana precoce. A ingestão do hormônio DHEA por via oral em um período não inferior a dois meses tem demonstrado aumentar as chances de gravidez. Este hormônio foi amplamente vendido em todo o mundo durante a década de 90, como uma medicação milagrosa no combate ao envelhecimento, prevenção de doenças cardíacas, obesidade e até na prevenção à doença de Alzheimer. Entretanto, os seus efeitos benéficos não foram comprovados e, por isso, em alguns países, como o Brasil, a venda foi proibida, embora a sua aquisição possa ser feita sem dificuldades pela Internet.
Devido à resolução - RDC número 47, de 2 de junho de 2000, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização desta substância no nosso país por não ter sua eficácia comprovada para o que se propunha na época. Nos EUA, porém, foi aprovado como suplemento alimentar e até hoje é comercializada sem restrição. A compra pode ser feita pela Internet com receita médica.
O que faz o Etinil Estradiol
O etinil estradiol é um hormônio natural que pode ajudar mulheres com mais idade, próximas a menopausa ou com falência ovariana precoce a ficarem grávidas. Aquelas que tem o hormônio FSH em níveis elevados (maior que 10) e não respondem à indução da ovulação, podem ser beneficiadas com este hormônio.
Recentes publicações demonstraram que, as pacientes que receberam o medicamento etnil estradiol (diferente de estradiol) tiveram o FSH diminuído para níveis inferiores a 10 e com isso aumentaram a sua chance de gravidez em 25% com os próprios óvulos, em mulheres que anteriormente tinham indicações de tratamento com óvulos doados. Esta medicação não está disponível em farmácias comuns, mas pode ser adquirida com orientação médica em farmácias de manipulação.
Referência fornecidas pelo Dr. Arnaldo Cambiaghi:
*CO-enzime Q10, Resveratrol, E.Burstein,A. Perumalsamy TCART, Toronto, ON, Canadá , 65thº Annual Meeting, 2009 ASRM, Atlanta, USA
*Coenzyme Q10 treatment reduces lipid peroxidation, inducible and endothelial nitric oxide synthases, and germ cell–specific apoptosis in a rat model of testicular ischemia/reperfusion injury- Bulent, Murat, Volkan,Husnu, Sibel , Gorkem /Departments of aUrology, Zonguldak Karaelmas University, Faculty of Medicine, Zonguldak, Fertility and Sterility_ Vol. 93, No. 1, January 2010
International Journal of Gynecology & Obstetrics, Volume 105, Issue 1, April 2009,Pages43-45 Enrique Teran, Isabel Hernandez, Belen Nieto, Rosio Tavara, Juan Emilio Ocampo and Andres Calle
*Replete vitamin D stores predict reproductive successfollowing in vitro fertilization- Sebiha,Sangita, Jindal, Jun Shu, Gohar,
University, School of Medicine, Department of Obstetrics and Gynecology, Kocaeli, Turkey; Fertility and Sterility_ Vol. -, No. -, - 2009
*Genetic variation in the vitamin D receptor and polycystic ovary syndrome risk, Fertility and Sterility_ Vol. 92, No. 4, October 2009, Touraj Mahmoudi, M.Sc., Department of Genetics, Reproductive Biomedicine Research Center
*Premature ovarian failure and dehydroepiandrosterone; Reprint requests: Leonidas Mamas M.D., Ph.D., Neogenesis IVF Centre, 3 Kifisias Ave, 151 23 Marousi, Athens, Greece (Fertility and Sterility_ Vol. 91, No. 2, February 2009 0015-0282/09/$36.00; Copyright ª2009 American Society for Reproductive Medicine, Published by Elsevier Inc.
*Mild stimulation in poor responders; Jerome H Check do Instituto Cooper de Reprodução Humana em Melrose Park, PA Estados Unidos, 3rd IVI InternationalCongress; Madrid Espanha; maio/ 2009
* The Infertility Cure -, Randine Lewis- Master of Science in Oriental Medicine, Little, Brown and Company, 2004

segunda-feira, 26 de março de 2012

ISCA; INFERTILIDADE SEM CAUSA APARENTE

Meses e até anos de tentativas e nada do bebê chegar veja o que pode ser;

Infertilidade Inexplicável – Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA)


É muito difícil para um casal quando, após o término da realização de todos os exames solicitados, ao retornar ao consultório ou clínica, eles têm como resposta do médico que todos os resultados estão normais. Ante essa normalidade, alguns exames são repetidos, outros novos são sugeridos, uns mais difíceis e outros agressivos, mas, às vezes, ainda assim a resposta final é: NORMALIDADE. Qual o motivo, então, da dificuldade para engravidar? Não tem explicação? A resposta é: NÃO.
A Infertilidade “Inexplicável” ou Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA) é a dificuldade de um casal para engravidar, sem nenhuma razão aparente, após um ano ou mais de relações sexuais frequentes e sem o uso de qualquer método anticoncepcional. Aproximadamente de 10% a 15% dos casais inférteis pertencem a este grupo. Sem dúvida, esta “falta de diagnóstico” definitivo leva essas pessoas a um sentimento de frustração e angústia bastante grande. Entretanto, não podemos esquecer que a ciência progride numa velocidade tão grande, que o desconhecido de hoje poderá, em um curto prazo de tempo, ser esclarecido, e o que hoje não tem explicação, amanhã pode ser explicável e tratável. Portanto, quando se fala em INFERTILIDADE SEM CAUSA APARENTE, ou INFERTILIDADE INEXPLICÁVEL, significa o inexplicável no presente, e não no futuro. Mas o que interessa ao casal que procura um especialista é um diagnóstico e um tratamento para o presente.

O que fazer?

A conduta médica deve ser baseada na idade da mulher, no tempo de infertilidade, na ansiedade e expectativa do casal e na disponibilidade econômica. Se uma mulher é extremamente jovem e está tentando engravidar há pouco tempo (um ano, por exemplo), pode-se aguardar ou realizar tratamentos simples e conservadores, como a indução da ovulação (ou relação sexual programada, coito programado, “namoro” programado). Para esses casais, a introdução de terapias naturais ou complementares e algumas mudanças de hábitos podem trazer benefícios. Mulheres com mais idade merecem tratamentos com maiores chances de êxito (Inseminação Intrauterina, Fertilização in Vitro), pois, com o passar dos anos, as chances de gravidez diminuem gradativamente. O importante é deixar claro que Infertilidade Sem Causa Aparente ou Infertilidade Inexplicável é bastante comum em casais que não conseguem ter filhos.

 

fonte;http://vidaconcebida.com.br/aspectos-importantes-sobre-a-pesquisa.html


 

E QUANDO O PROBLEMA É COM O HOMEM?

Fator masculino;

A pesquisa da fertilidade no homem é um capítulo importante na Reprodução Humana, tanto pela participação nas dificuldades do casal em ter filhos, quanto pelo constrangimento e a maneira da coleta do material (pela masturbação), além dos preconceitos que ainda existem envolvendo os possíveis diagnósticos (por mais absurdos que isso pareça).

A pesquisa da fertilidade masculina é sempre muito mais simples que a feminina. É fundamental que se saiba o que é relevante nessa pesquisa, para que resultados superficiais não levem o casal a perder tempo e dinheiro, além de sofrer com o desgaste psicológico que envolve esse tipo de tratamento. O fator masculino é responsável, isoladamente, por 30% a 40% dos casos de infertilidade e, associado ao fator feminino, por mais 20%; cúmplice, portanto, de 50% dos casais com dificuldade para engravidar. Visto que a avaliação deste fator é relativamente simples e pouco dispendiosa, esta deve ser realizada em todos os casos antes de qualquer indicação terapêutica. Este estudo é baseado na história clínica (antecedentes de infecção, traumas, cirurgias pregressas, impotência, hábitos como alcoolismo, tabagismo etc.), por meio de exame físico, espermograma e, em casos especiais, exames genéticos.
Causas da Infertilidade Masculina
  • Diminuição do número de espermatozoides.
  • Pouca mobilidade dos espermatozoides.
  • Espermatozoides anormais.
  • Ausência da produção de espermatozoides.
  • Vasectomia.
  • Dificuldades na relação sexual.
Doenças mais comuns
  • Varicocele
  • Infecções
  • Problemas cromossômicos/genéticos
  • Malformações

Alterações mais comuns encontradas no espermograma

Astenospermia: É quando a motilidade dos espermatozoides está diminuída ou, segundo alguns autores, é a alteração mais frequente no espermograma. As causas mais comuns são as infecções imunológicas, varicocele, tabagismo, alcoolismo, medicamentos, problemas psíquicos, endócrinos, estresse e doenças profissionais.
Oligosastenospermia: É a diminuição do número e da motilidade dos espermatozoides. As causas são as mesmas citadas no item anterior.
Teratospermia: São alterações do formato do espermatozoide. Os principais responsáveis por estas alterações são: as inflamações, algumas drogas, origem congênita e varicocele. Os espermatozoides capazes de fertilização devem ter formato perfeito. O formato ideal é o formato oval.
Nomenclatura

Tratamentos do homem em casos difíceis

Recuperação dos espermatozoides diretamente dos testículos ou epidídimo. Em alguns casos, a qualidade dos espermatozoides é tão inadequada que é impossível realizarmos um tratamento por meio da coleta obtida pela ejaculação. Assim, temos duas alternativas para que consigamos sucesso no tratamento: PESA e TESA.
Por meio desses procedimentos, os espermatozoides são recuperados diretamente do testículo ou do epidídimo (região próxima do testículo) e, por meio de ICSI, os óvulos são fertilizados. As principais técnicas são:
PESA (aspiração microepididimal do esperma): Aspira- -se uma pequena quantidade de sêmen do epidídimo e os espermatozoides recuperados são utilizados para fertilização por ICSI.
TESA (biópsia do tecido testicular): É uma técnica similar, na qual os espermatozoides são retirados por uma minúscula biópsia de tecido testicular. Depois, são recuperados e, a exemplo da técnica anterior, são utilizados para fertilização por ICSI.
MICRODISSECÇÃO: É uma microcirurgia que possibilita a retirada dos espermatozoides diretamente dos ductos seminíferos, que é o local onde eles estão em maior concentração. Essa técnica é utilizada em homens que não eliminam espermatozoides pela ejaculação, mas fabricam em pequena quantidade. A vantagem, quando comparada com outras técnicas, é o fato de ser menos agressiva e oferecer a possibilidade de se retirar várias amostras de esperma, possibilitando o congelamento para uso futuro.
Os resultados de PESA, TESA e MICRODISSECÇÃO têm sido bastante encorajadores, sugerindo que os homens que, por motivos diversos (inclusive vasectomia), são incapazes de ejacular ou produzir esperma, voltam a ter capacidade, por essas técnicas, de suprir o(s) espermatozoide(s) para fertilização dos óvulos de sua esposa. A mulher, evidentemente, deve seguir os procedimentos rotineiros de super ovulação e coleta de óvulos.

Banco de Sêmen (Sêmen de doador)

Em algumas situações especiais de infertilidade masculina grave, a única opção é a utilização de esperma de doador, guardado em “Banco de Esperma”,de idoneidade indiscutível. São casos de falta total de esperma (azoospermia, vasectomia), Aids, doenças hereditárias transmissíveis e tratamentos de quimioterapia. Mulheres solteiras que desejam ter filhos, dentro dos princípios éticos, podem também se beneficiar desse recurso. Os doadores são selecionados segundo critérios rigorosos: idade superior a 21 anos, mas inferior a 40 anos, integridade física e mental comprovada, fertilidade reconhecida – sempre anonimamente e de acordo com as características físicas e intelectuais que estejam em harmonia com o interesse do casal.

referência;http://vidaconcebida.com.br/aspectos-importantes-sobre-a-pesquisa.html

COITO PROGRAMADO

Indução Da Ovulação – coito programado,“Namoro” programado (Baixa Complexidade)


Com todos os exames laboratoriais ultranormais, a paciente poderá ter sua ovulação induzida por medicamentos, para que seja recrutado um maior número de óvulos naquele mês. O crescimento deles é acompanhado por ultrassonografia seriada transvaginal até que os folículos atinjam um tamanho ideal (em sincronia com o endométrio – que é o tecido que reveste o interior do útero, onde ocorre a implantação do embrião). Por meio do estímulo hormonal, os óvulos devem ter um crescimento progressivo e atingir um tamanho aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. Atingido esse ponto ideal (o que geralmente ocorre ao redor do 12º ao 14º dia do ciclo), a ovulação é desencadeada 24 a 36 horas após a injeção de um medicamento adequado (HCG). A partir desse momento, o médico orientará a melhor época para as relações sexuais. Pelo maior número de óvulos disponíveis, e pela certeza da época da ovulação, as chances de gravidez são substancialmente maiores quando comparadas ao ciclo espontâneo (sem medicação). A chance de sucesso desse método é ao redor de 12% a 15% a cada ciclo. Embora essa chance seja inferior aos 20% definidos para gravidez espontânea, deve-se lembrar que os casais em tratamento já possuem alguma dificuldade para engravidar. Por isso, essa taxa de sucesso é menor do que a esperada quando a gravidez é obtida naturalmente, por casais sem problemas.

Referência;http://vidaconcebida.com.br/aspectos-importantes-sobre-a-pesquisa.html

INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA (IA) INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL;

Inseminação Intrauterina –(Média Complexidade)
A Inseminação Intrauterina, conhecida desde a Antiguidade, é um recurso terapêutico de grande valor no tratamento do casal infértil. As indicações dessa opção são baseadas na impossibilidade ou dificuldade do sêmen para alcançar o óvulo no aparelho genital da mulher (tubas), impedindo, assim, a fecundação. As candidatas a essa modalidade terapêutica são as pacientes que apresentam:
a) Muco cervical pobre ou deficiente.
b) Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA), Infertilidade Inexplicável.
c) Maridos com espermograma alterado (oligospermia, astenospermia ou problemas anatômicos).
importante: Como a fertilização ocorre no ambiente natural, isto é, nas tubas, estas devem estar permeáveis.
Indução da Ovulação, Técnica e Dia da Inse minaçãoDa mesma forma feita no coito programado, os ovários são estimulados por hormônios, com o objetivo de obter um maior número de óvulos recrutados. Esses óvulos também têm seu crescimento acompanhado pela ultrassonografia até que atinjam um diâmetro aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. A ovulação também é desencadeada no momento adequado por um medicamento.
A diferença consiste nas dosagens dos medicamentos utilizados para o estímulo ovariano e no fato de que, em vez das relações sexuais, os espermatozoides serão colocados dentro do útero.
A inseminação artificial é um procedimento relativamente simples. É realizada no consultório, sem anestesia, é indolor e não dura mais que alguns minutos. Com a paciente em posição ginecológica, o esperma é colocado dentro do útero, perto dos orifícios internos das tubas, através de um cateter delicado que transpassa a vagina e o canal cervical. Após a inseminação, a paciente deverá ficar em repouso no consultório por cerca de 20 minutos, a fim de que o sêmen alcance o interior das tubas e ocorra a fertilização.

Ao final desse período, poderá voltar às suas atividades cotidianas. Os índices de sucesso da Inseminação Intrauterina, em seguida à estimulação ovariana (superovulação), estão ao redor de 18% a 25% por ciclo, mas podem chegar a 50% depois de algumas tentativas. Nos casos em que o parceiro masculino for portador de distúrbios muito graves do esperma (azoospermia – falta total de espermatozoides), pode ser usado o esperma congelado de um doador anônimo, disponível nos Bancos de Sêmen.

Referência;http://vidaconcebida.com.br/aspectos-importantes-sobre-a-pesquisa.html

FERTILIZAÇÃO IN VITRO(FIV)

Fertilização In Vitro (FIV) ou Bebê de Proveta

Consiste na mais sofisticada e avançada de todas as técnicas de Fertilização Assistida. Para se realizar esta técnica (ou programa), a mulher recebe, da mesma forma que nas técnicas anteriores, alguns hormônios, porém em maiores doses, para se obter um maior número de óvulos recrutados. Também neste procedimento, os óvulos têm seu crescimento acompanhado pela ultrassonografia até que atinjam um diâmetro aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. A paciente recebe uma última injeção (HCG) para terminar o amadurecimento dos óvulos, que são aspirados 35 horas após, por meio de uma agulha especial. Em seguida, são colocados em contato com espermatozoides (in vitro), permitindo a sua fecundação fora do corpo da mãe. Quando a quantidade de espermatozoides for pequena, utiliza- -se a técnica da ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide), que consiste na injeção de um espermatozoide dentro do óvulo. Os embriões são desenvolvidos inicialmente em laboratório, retornando, depois, ao útero onde continuam o crescimento até o dia do nascimento.
A chance de sucesso desta técnica pode chegar a até 55% em pacientes com menos de 35 anos.
Indicações clássicas:
  • Mulheres com alterações peritoneais (aderências).
  • Obstrução nas tubas.
  • Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA) ou Infertilidade Inexplicável.
  • Fatores imunológicos graves.
  • Endometriose.
  • Falhas repetidas em tratamentos menos complexos.
  • Idade avançada.
  • Fator masculino (contagem baixa, alteração grave em morfologia ou motilidade dos espermatozoides).
TécnicaA técnica é relativamente complexa e sua execução pode ser dividida em seis fases:
1ª Fase - Bloqueio dos hormônios do organismo.
2ª Fase - Estímulo do crescimento dos óvulos.
3ª Fase - Coleta dos óvulos.
4ª Fase - Fertilização dos óvulos.
5ª Fase - Transferência do(s) embrião(ões) para o útero.
6ª Fase - Controle hormonal até o teste de gravidez.
Assim, detalhadamente, temos:1ª Fase - Bloqueio dos hormônios do organismo Consiste no bloqueio parcial do funcionamento dos ovários com medicação adequada. Com esta conduta é possível ter o controle da função ovariana, não havendo perigo de ocorrer ovulação fora do momento previsto.
2ª Fase - Estímulo do crescimento dos óvulos Existem vários esquemas de medicação para estimular o crescimento de um maior número de óvulos. Havendo maior quantidade, têm-se mais embriões, podendo ser escolhidos os melhores e, consequentemente, aumentando as chances de gravidez. Esta fase dura de oito a doze dias e é acompanhada pelo ultrassom transvaginal e por dosagens hormonais.
3ª Fase – Coleta dos óvulos Em um ambiente cirúrgico e com sedação profunda, os óvulos são aspirados através de uma agulha acoplada ao ultrassom. Este processo é praticamente indolor e dura alguns minutos. Neste dia, é realizada a coleta do sêmen do marido.

4ª Fase - Fertilização dos óvulos No laboratório, um embriologista experiente realiza a fertilização dos óvulos, que poderá ser espontânea ou pela técnica de ICSI (Injeção Intracitoplasmática do Espermatozoide). A decisão dependerá da quantidade e da morfologia dos espermatozoides e do número de óvulos.

5ª Fase - Transferência dos embriões Dois a cinco dias após a fertilização, os embriões são colocados no útero. Neste dia, serão conhecidos os de melhor qualidade, e assim o médico e o casal decidirão juntos quantos deles serão transferidos, número este que pode variar de um a quatro. A transferência é realizada com cateter flexível, sem anestesia, através da vagina; é indolor e semelhante ao desconforto do exame ginecológico.

6ª Fase - Suporte hormonal Nesta fase são realizados exames de sangue que comprovam o equilíbrio hormonal. Caso haja necessidade, as doses poderão ser modificadas. O teste de gravidez é realizado 11 dias após a transferência dos embriões.
IMPORTANTEA probabilidade de ocorrer um aborto ou de nascer um bebê com malformação é a mesma, tanto após a indução da ovulação quanto após a concepção natural. Os riscos existentes dependem da idade da mãe e de fatores genéticos. Se a paciente ficar grávida após este tratamento, não serão necessárias quaisquer medidas especiais; a gravidez será tratada exatamente como qualquer outra, e o pré-natal é exatamente igual ao de uma gestação espontânea. O trabalho de parto e a amamentação não serão afetados de nenhuma maneira.

Congelamento de embriões

Quando no início de um tratamento de fertilização in vitro, uma questão bastante importante para médicos e casais diz respeito ao número de óvulos que potencialmente serão produzidos durante o ciclo. Este dado inicialmente parece ser de pouca relevância, mas torna-se importante, pois o número de óvulos a serem produzidos está diretamente relacionado ao número de embriões que serão obtidos. Um número maior de embriões produzidos oferece à equipe médica uma maior chance de escolha para a transferência, aumentando as chances de sucesso. Oferece, também, melhores condições para cultivos mais longos, cultura de blasto-cistos, minimizando as chances de perda embrionária durante o cultivo.
No entanto, a obtenção de números altos de óvulos pode gerar um grande número de embriões excedentes ao ciclo realizado. Segundo o Conselho Federal de Medicina, atualmente os embriões excedentes aos ciclos de fertilização in vitro podem ter três destinos: congelamento, doação a outro casal ou doação à pesquisa científica.
O congelamento de embriões possui uma longa história dentro da medicina reprodutiva, com nascimento na metade da década de 1980 e, hoje, comprovadamente um procedimento já bastante disseminado nos centros de reprodução humana espalhados pelo mundo. Neste campo, existe uma variedade de leis que geralmente mudam de acordo com o país. Mas, de um modo geral, o congelamento de embriões é aceito pela maioria.

Isso possibilita que casais que produzam números altos de óvulos e, consequentemente, embriões, possam ter mais uma chance para obter a sua tão desejada gestação. Do mesmo modo, casais que conseguiram ter sucesso na primeira tentativa, e congelaram alguns embriões excedentes podem voltar depois de alguns anos e utilizar estes mesmos embriões para uma segunda tentativa.
Os embriões a serem congelados devem passar por um processo de desidratação, visando perder um pouco da água que se encontra em suas células. Isso evita que os embriões estourem durante o processo. Realizada essa etapa, eles são submetidos a congelamento computadorizado, iniciando em 37ºC e, em um período de duas horas, alcançando -30ºC, sendo, depois, estocados a -196ºC em nitrogênio líquido. O tempo de permanência em nitrogênio líquido parece afetar pouco a viabilidade embrionária, já existindo casos de gestações após um período de oito anos de congelamento. A perda de viabilidade durante o armaze namento parece ser pequena, contudo ainda existem dúvidas quanto ao período máximo que os embriões poderiam aguentar.
Mesmo que ainda existam interrogações com relação aos processos de congelamento, o número de procedimentos realizados até agora e o índice de sucesso por tentativa mostram que este é um procedimento que oferece bons índices de sucesso e deve ser utilizado quando for necessário, ou seja, naqueles casais que produzem um alto número de embriões.

Uma outra abordagem seria o acúmulo de embriões em casais que, ao contrário, produzem poucos embriões. Estes casais poderiam fazer vários ciclos com números baixos de embriões e congelá-los. Depois de alguns meses, este“estoque” de embriões poderia ser utilizado de uma só vez para maximizar suas chances. Este procedimento é muito realizado quando se utilizam ciclos espontâneos, ou seja, só ocorre a produção de um óvulo, ou naquelas mulheres em que a produção de óvulos é muito baixa. De modo geral, este procedimento deve ser sempre lembrado quando se inicia um tratamento de fertilização in vitro, pois suas chances de utilização são relativamente grandes.

Congelamento de óvulos

O congelamento de óvulos é um procedimento reservado a casos especiais. O grande problema no passado era a perda da capacidade de fertilização destes óvulos após o descongelamento, mas esse problema já está praticamente superado. O primeiro nascimento proveniente de um óvulo congelado foi em 1984 e, desde essa época, os avanços desta técnica são encorajadores. As indicações mais importantes são nos tratamentos oncológicos, na preservação da fertilidade, em mulheres que têm medo de perder a fertilidade com o passar dos anos, nas que possuem histórico familiar de menopausa precoce e em fertilização in vitro com excesso de óvulos, pois evita o descarte de embriões excedentes.
Nos tratamentos oncológicos, a sua utilização ocorre em pacientes que deverão ser submetidas a quimioterapia ou radioterapia. Este tratamento pode causar problemas irreversíveis aos óvulos. A retirada e o congelamento do mesmo antes do tratamento preservará a fertilidade. Com o término do tratamento, o óvulo poderá ser fertilizado em laboratório, e o embrião, implantado no útero.
Para a preservação da fertilidade, algumas mulheres, quando estão próximas dos 35 anos e ainda não se casaram, nem encontraram o futuro pai de seus filhos, podem ficar aflitas por saber que a fertilidade diminui com o passar dos anos. Nesse caso elas passam por um processo de estimulo ovariano, depois retiram-se os óvulos estimulados e os congelam. Caso, no futuro, encontrem seu “príncipe encantado” e na época seus óvulos já estejam envelhecidos pela idade, os congelados poderão ser utilizados. Os óvulos serão fertilizados, e os embriões, implantados no útero.
Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce podem congelar seus óvulos preventivamente. Na época que desejarem ter filhos, caso seu ovário não esteja funcionando adequadamente, elas poderão utilizar os óvulos que foram congelados anteriormente. Caso contrário, podem manter os óvulos congelados e utilizar os coletados na época.
No caso da fertilização in vitro, algumas vezes, pode haver o excesso de óvulos, que formam vários embriões. Como apenas uma parte deles são transferidos para a futura mamãe, os outros devem ser congelados. Caso ocorra gestação e o casal não quiser mais ter filhos, podem se ver em um problema ético, pois embriões são considerados seres vivos e não podem ser descartados. O congelamento de óvulos resolve esse problema, pois óvulos são células, não são seres vivos, e podem ser descartados. Se não for realizado o congelamento de óvulos, a única alternativa, caso o casal aceite, é a doação de embriões para outro casal ou pesquisas científicas.

Doação de óvulos

Existem muitas causas de infertilidade, e praticamente todas são tratáveis. Medicamentos induzem a ovulação, quando ela não for adequada; cirurgias recuperam problemas da anatomia do aparelho reprodutor, quando houver alterações, como aderências pélvicas ou obstrução tubária; a endometriose é tratável pela videolaparoscopia; os espermatozoides, quando não estiverem presentes no sêmen, poderão ser retirados do testículo por mini intervenções cirúrgicas e, por fim, a fertilização in vitro resolve quase todos os problemas.
Todas essas dificuldades causam uma dor maior ou menor no sentimento da mulher, e os tratamentos disponíveis para esses problemas aliviam o sofrimento com alguma facilidade. De todos os diagnósticos conhecidos, o mais difícil de ser aceito pela mulher é o da ausência de óvulos capazes de serem fertilizados, isto é, o ovário não fabrica mais óvulos capazes de gerar filhos.

É um momento de decepção, pois ela acredita que não será mais possível ser mãe. Este fato pode acontecer em mulheres jovens com falência ovariana prematura, também chamada de menopausa precoce (www.menopausaprecoce.com.br); em casos de cirurgias mutiladoras, em que são retirados os dois ovários; em idade avançada, quando os óvulos produzidos não formam embriões de boa qualidade, ou na própria menopausa na idade certa (em torno dos 50 anos), época em que não existem mais óvulos. Nos dias de hoje, cada vez mais as mulheres retardam o casamento ou a busca de um filho por darem prioridade à sua formação e carreira profissional ou à conquista de bens materiais.
Outras, perto dos 50 anos, reencontram uma vida afetiva feliz num segundo casamento com um homem sem filhos e que deseja uma família. Para outras, o destino quis que casassem mais tarde.
Existem também casos de doenças genéticas e cromossômicas transmissíveis, quando não é possível ou permitido, por motivos religiosos, o Diagnóstico Pré- -Implantacional (DPI - www.ipgo.com.br/pgd.html). Não importa o motivo: a solução é a DOAÇÃO DE ÓVULOS. Essas mulheres podem ser mães e gerar seu(s) filho(s) no seu próprio ventre, tendo um bebê fruto dos espermatozoides do seu marido e de um óvulo de uma mulher doadora. O primeiro impacto desta proposta de tratamento para essas pacientes é sempre de indignação, acompanhada de comentários como: “Desta maneira não me interessa”,“Então este filho não será meu”, “Esta criança não terá as minhas características, nem o meu DNA”, e outros. Essas afirmações são feitas por quase todas as mulheres numa fase inicial. Mesmo quando fornecemos uma vasta quantidade de informações necessárias para a compreensão desse processo, deixam a clínica frustradas e acreditando que desistirão de ter filhos para sempre. Mas, após um período de reflexão e conhecimento, retornam, aceitando esta opção para ter seus filhos. É muito gratificante cuidar desses casais, porque a tristeza que tinham por considerarem irreversível a sua fertilidade torna-se uma felicidade inesperada.
A doação de óvulos é um tratamento muito sigiloso que é do conhecimento exclusivo do médico, do casal, e, algumas vezes, dependendo deles, de alguém muito íntimo (mãe ou irmã). As doadoras devem ser anônimas, isto é, não podem ser da própria família nem conhecidas do casal. Devem ter semelhança física, tipo de sangue compatível e saúde física e mental comprovadas por exames.

A incorporação do sentimento de mãe e o espírito de paternidade após a constatação do sucesso da gravidez é tão grande, que todos os casais, após esse momento, mal se lembram de que a gestação foi conseguida por óvulos doados. O que importa para essas mães é que o bebê veio do seu próprio ventre. Ela dará à luz, e desse momento em diante, pelo resto da sua vida será SEU FILHO! E é por este motivo que um dos capítulos do livro, “Gravidez: caminhos, tropeços e conquistas”, de minha autoria, tem o título “Bendito o fruto do vosso ventre”.
Chances de gravidez de risco e abortoChances de gravidez de risco e aborto

Biópsia Embrionária
PGD (Pré-Implantation Genetic Diagnosis) ou
DPI ( Diagnóstico Genético Pré-Implantacional)

PGD (Pré-Implantation Genetic Diagnosis) ou DPI (Diagnóstico Genético Pré-Implantacional) é um exame que pode ser utilizado no processo de FIV (fertilização in vitro) com o objetivo de diagnosticar nos embriões a existência de alguma doença genética ou cromossômica antes da implantação no útero da mãe. Por este exame, casais com chances de gerar filhos com problemas como Síndrome de Down, Distrofia Muscular, Hemofilia, entre outras anomalias genéticas, podem descobrir se o embrião possui tais doenças ou não.
Essa técnica utilizada em tratamentos de fertilidade consiste na retirada de uma célula do embrião (biópsia embrionária), em laboratório, no terceiro dia de desenvolvimento, quando o embrião tem ao redor de oito células, para análise, antes mesmo de ele ser colocado no útero. Este procedimento não afeta o futuro bebê e o resultado pode ser obtido em poucas horas.
Também não deve se tornar um procedimento de rotina para as mulheres mais velhas que desejam engravidar. Além do alto custo do exame, existem alguns princípios éticos e religiosos que devem ser respeitados – como a aceitação de uma seleção natural, a não concordância com o congelamento ou o descarte dos embriões que apresentam problemas e as chances de erro (mosaicismo), que podem chegar a 10%.

Menopur é o melhor indutor/ DHEA turbina os óvulos; essas e mais novidades aqui!

Dr. Arnaldo S. Cambiaghi
No último mês, participamos do 21º Congresso Europeu de Reprodução Humana, em Copenhagen e foram destacados alguns pontos. Pela nossa avaliação concluímos que, aqui no Brasil, estamos em sintonia, harmonia e muitas vezes, melhor, quando comparamos o nosso desenvolvimento científico ao resto do mundo. Isto é muito bom!
BONS HÁBITOS, EVITAR A OBESIDADE E ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL SÃO FUNDAMENTAIS PARA PREVENIR QUASE TODAS AS DOENÇAS GINECOLÓGICAS DA MULHER

Infertilidade

DHEA um “suplemento alimentar” que melhora a ovulação em mulheres com mais de 40 anos
Uma das grandes dificuldades dos tratamentos da infertilidade é quando a mulher tem idade superior a 40 anos. Estas mulheres tendem a produzir uma quantidade menor de óvulos e embriões levando a uma taxa menor do sucesso de gestação. O DHEA é uma substância hormonal não vendida no Brasil, mas que pode facilmente, ser comprada de outros países pela Internet. Vendida no passado como o “hormônio da felicidade”, para melhorar o bem-estar e favorecer o rejuvenescimento, não teve estes benefícios comprovados e por isso, a sua venda para este fim foi em muitos países desativada. Nos EUA é vendida em supermercados como “Suplemento Alimentar”.
Neste Congresso o Dr. Gleicher do Centro de Reprodução Humana da Universidade de Chicago demonstrou que esta medicação tomada por mulheres com mais de 40 anos por um período médio de 17 semanas pode dobrar a qualidade de óvulos produzidos e aumentar muito as chances de gravidez. Este trabalho científico, apesar de ainda não comprovar totalmente o real efeito benéfico desta medicação, abre a porta para o seu uso, ajudando estes pacientes a terem filhos. Uma vez que os efeitos colaterais indesejáveis são mínimos, o seu uso pode representar um grande benefício para saúde reprodutiva dessas mulheres.

Aborto Recorrente

As pesquisas continuam se aprofundando na área da imunologia, porém, tem novos tratamentos a nível prático.
Em relação ao tratamento para aborto habitual os corticóides tem sido desencorajados, enquanto que, a aspirina em baixas doses e a heparina parecem funcionar.
O uso de IUIG necessita de mais estudos e agentes anti-oxidantes, vitaminas C e E estão sendo estudados.

Menopur – aumenta as chances de gravidez

Em estudo apresentado neste Congresso Europeu de Reprodução Humana na Dinamarca – Junho de 2005, dois trabalhos científicos apresentados pelos Dr. P. Devroey e Dr. Johan Smitz do Centro de Reprodução Humana de Bruxelas na Bélgica, demonstraram a possível superioridade do Menopur quando comparada com GONAL F (FSH – recombinante -rFSH). Estes dois medicamentos diferem entre si pela presença do LH e de moléculas de hCG. Enquanto o Menopur possui na sua formulação estas duas substâncias o r-FSH não tem. Esta diferença está associada com mudança do ambiente endócrino e da maturação do óvulo o que é importante no desenvolvimento do embrião.
Num estudo chamado MERiT (Menotropion versus Recombinant FSH in Vitro Fertilization Trial) foi feita uma avaliação comparativa onde se comprovaram diferenças entre as pacientes que foram submetidas ao tratamento de Fertilização In Vitro.
As pacientes que tiveram a ovulação induzida pelo Menopur demonstraram, no momento da captação dos óvulos, um nível maior de estradiol e androsterona, o que está relacionado com melhor qualidade embrionária e um nível menor de progesterona. A progesterona aumentada nas pacientes que receberam Gonal F causaram uma aceleração da maturidade endometrial e redução da implantação embrionária.
A conclusão desses trabalhos indicaram vantagens para o uso do Menopur quando comparados com o Gonal F.

PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE

Congelamento de Óvulos e Ovário
A cada congresso observa-se mais o interesse pela preservação da fertilidade. Tanto o congelamento de fragmentos de ovário, como o de óvulos, foram bastante debatidos. Cada vez se consegue mais sucesso nestes procedimentos e, embora sejam considerados por muitos como experimental, já representam uma ótima opção nos seguintes casos:
1) Pacientes que serão submetidas a tratamentos oncológicos que poderão prejudicar a qualidade e quantidade dos seus óvulos.
2) Mulheres que temem perder a fertilidade com o passar dos anos, são solteiras e ainda não tem a pessoa escolhida para ser o pai de seus filhos. Essas mulheres poderão congelar os seus óvulos e mantê-los “estocados” por um longo período. Caso venham se casar com uma idade muito avançada e quiserem ter filhos, poderão utilizar os óvulos congelados na época que resolverem.
3) Mulheres que tem histórico familiar de menopausa precoce.
4) Ciclos de fertilização in vitro que tem óvulos excedentes e o casal não queira congelar embriões com medo dos princípios éticos que impedem o seu descarte. O óvulo é uma célula e pode ser descartado o embrião não.

Ovários policísticos

Os ovários aparecem no ultra-som com vários pequenos cistos (+/-12). Além do fator genético, o estilo de vida e a obesidade foram focados neste congresso como causas importantes do ovário policístico. Estes últimos devem ser fortemente direcionados para os padrões ideais. Este problema ovariano pode ter início na adolescência caso a obesidade já se instale neste período. Bebês que nascem com o peso acima da média (mais que 3.500g), também tem esta chance aumentada.

Endometriose

Não foram apresentadas muitas novidades a não ser referente ao tratamento. Foi reforçado o uso da PENTOXIFILINA (nome comercial = imunomodulador) e do LEVONORGESTREL intrauterino (Mirena).
Estão em estudo novas drogas inibidoras da angiogênese, como Endostatim, TNP-470, Celocoxid, Rosa Glitazone e um DIU específico da substância Danazol. As experiências atuais são feitas em animais, mas prometem, num futuro próximo, serem uma ótima alternativa no tratamento de Endometriose.

Contracepção

Não foi apresentada nenhuma novidade diferente daquelas conhecidas no Brasil. Os mais novos métodos utilizados na Europa são os mesmos que recomenda-se aqui – Mirena, Nuvaring, Evra e Implanon.

Menopausa

Na Europa, pelo último senso, existem 550 milhões de mulheres acima de 50 anos. A cada ano aumenta 20 milhões de mulheres acima desta idade. Portanto, em 2050, na Europa haverá 1 bilhão e 500 mil mulheres acima de 50 anos. O mesmo deverá ocorrer no Brasil. Isto faz com que todos profissionais de saúde reflitam a respeito dos cuidados que estas mulheres precisam para que tenham uma ótima qualidade de vida.
A menopausa é um foco de atenção e a Reposição Hormonal é sempre debatida, seus prós e contras. Foram revisados os tipos de tratamentos. Os tratamentos naturais como FITOHORMÔNIOS (derivados da soja) foram considerados insuficientes para combater os sintomas, mas ainda podem ser uma opção. A Reposição Hormonal ainda é possível, mas deve ser feita com muito critério.
Fonte;http://www.ipgo.com.br/congresso-copenhagen-dinamarca/

sábado, 24 de março de 2012

É necessário haver uma estimulação ovariana. A estimulação é feita através de hormônios de forma controlada para não ocorrer a hiperestimulação ovariana e gravidez múltipla. Associado a estimulação ovariana, os espermatozóides são selecionados em laboratório.
O esperma é formado pelo líquido seminal e pelos espermatozóides. Na inseminação, os espermatozóides são separados do líquido seminal, sendo apenas os espermatozóides utilizados. Como os espermatozóides são colocados acima do orifício interno do colo do útero, o líquido seminal não é necessário porque este serve como meio de transporte para os espermatozóides. O líquido seminal é substituído por um meio de cultura adequado.

O processo de separação do esperma consiste na centrifugação do ejaculado em conjunto com um meio de cultura. Esta centrifugação faz a separação da parte sólida (espermatozóides e células) da parte líquida (meio de cultura e líquido seminal).



Foto de cateter
O resultado da centrifugação que contém os melhores espermatozóides é injetado no interior do útero da paciente da seguinte forma: A paciente fica em posição ginecológica e o médico coloca um espéculo (aparelho utilizado para exames ginecológicos) na vagina. Após desinfecção do orifício do colo o útero, um cateter é introduzido até o interior do útero. O concentrado de espermatozóide previamente selecionado é injetado diretamente no interior do útero. Após a injeção de espermatozóide o cateter é retirado. A fertilização neste caso é "in vivo", dentro das tubas.

Neste processo não é necessário repouso além dos 30 minutos que se seguem à inseminação ou modificação da vida pessoal. Neste link você encontrará informações mais precisas, vejam;http://www.medicinareprodutiva.com.br/a-inseminacao-intrauterina-pode-me-ajudar-a-engravidar/

Fertilização in vitro; Quais as chances?

Muitos casais são encaminhados para fazerem o tratamento de Fertilização in vitro e nem sempre são totalmente esclarecidos em relação ás taxas de sucesso do tratamento.
Isso vai depender de vários fatores sendo o mais relevante a idade da mulher. Inclui também nestes fatores a qualidade final dos embriões, um embrião cujo espermatozóide usado não for de boa qualidade pode também não ser de boa qualidade, Embriões gerados a partir de óvulos doados e trasferidos para receptoras de mais idade pode ter boas chances de implantação, ou seja a qualidade dos embriões também depende da causa da infertilidade, pode haver uma paciente jovem mas com infertilidade severa que resultará em má resposta do tratamento.
As chances de uma gravidez natural varia de 18 a 20% por ciclo ovulatório, que cai drásticamente com o passar da idade, ou seja quanto mais idade menos chance de concepção natural.
Num tratamento cuja paciente tenha em torno de 30 anos e que se obtenha embriões de de ótima qualidade as taxas de sucesso pode ser de 60 a 70% por tentativa.
Em casais cuja paciente esteja em torno de 35 anos as taxas estão entre 50 e 60%, as taxas vão diminuindo com o avançar da idade e aos 40 anos estão em torno de 30 e 40%, ficando apenas em 5% a 10% entre 42 a 44 anos. A partir dos 45 anos as chances são muito reduzidas, podendo se usar da doação de óvulos.
Lembrando que deve-se avaliar os fatores masculinos, sendo assim as taxas podem variar, é a medicina á favor da vida. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mudanças estranhas que ocorrem durante a sua gestação

Quando se fica grávida as mulheres se apegam apenas aqueles sintomas básicos; Dores de cabeça, enjoos, tonteira, desejos, mas aqui você verá que não são apenas estes e sintomas, ocorre também grandes mudanças veja;
http://hypescience.com/8-mudancas-estranhas-que-acontecem-durante-a-gravidez/

segunda-feira, 12 de março de 2012

Gravidez aos 50 anos também pode ser saudável, diz estudo.

Gravidez ao 50 anos pode ser saudável! Estudo indica que mulheres submetidas á tratamentos de fertilização in vitro que usam óvulos de doadoras, costumam ter gestação com riscos equiparados a mulheres de menos idade.ACESSE O LINK!

SBT Reporter aborda hoje o tema da Reprodução Assistida

Querem saber um pouco mais sobre este mundo da Reprodução assistida? Que tal assistir hoje esta reportagem especial!
Histórias de surpresa, superação e desafios e questões polêmicas como a manipulação de embriões; é hoje no Sbt reporter; veja detalhes...
http://www.sbt.com.br/sbtreporter/noticias/?c=9639&t=Inseminacao+Artificial+e+tema+do+SBT+Reporter+desta+segunda

domingo, 11 de março de 2012

Governo federal arcará com tratamentos de Reprodução assistida

Estes tratamentos que anteriormente era coberto apenas por alguns estados e em entidades específicas agora será coberto gratuitamente em todo o país...
http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/03/08/governo-federal-bancara-reproducao-assistida.jhtm

Ereção por tempo prolongado ou que não ocorre por desejo sexual pode ser uma doença chamada; PRIAPISMO.


Se a ereção se mantiver por mais de seis horas, já é sinal de que a intervenção clínica é necessária
Não deve existir um homem sequer que não se preocupe em conseguir uma ereção. Afinal, nada é pior do que broxar na hora H. Sim, este é um dos maiores pesadelos masculinos. Mas muitos não sabem que o contrário, e em excesso, pode ser um problemão e tanto. A dificuldade de controlar uma ereção, que pode ocorrer de forma indesejada e durar muito mais que o esperado, tem um nome e é uma doença. Trata-se do priapismo.

O problema é caracterizado por uma ereção que dura mais de quatro horas, não é despertada pelo desejo sexual, mas por disfunções orgânicas. Causa dores e alguns outros inconvenientes fáceis de imaginar. Ao notar o problema, que atinge de um a três homens em cada 100 mil, o ideal é buscar um médico o quanto antes, para evitar que a situação se agrave, podendo causar até impotência. O nome da doença é inspirado no deus grego Príapo, filho de Afrodite, conhecido pelo seu falo longo e ereto. Quer saber mais? O urologista André Cavalcanti respondeu a 10 questões sobre a doença.

1) Quais são as causas do problema, existe alguma situação em que a doença se manifesta mais comumente (como não voltar à flacidez depois do orgasmo) ou ela vem de repente, sem nada que a estimule?
O problema pode ser ocasionado por doenças hematológicas, como a anemia falciforme e a leucemia, que dificultam a drenagem do sangue. O uso de medicamentos antidepressivos, de drogas como cocaína e o álcool, de injeções para estimular a ereção - vasodilatadores utilizados no tratamento da disfunção erétil, como a prostaglandina - ou até mesmo um trauma sobre o pênis também podem provocar a ereção prolongada e indesejada que caracteriza o mal. Em alguns casos, no entanto, o priapismo pode aparecer sem que se consiga apontar uma causa que o justifique.

2) Como é o tratamento? Tem cura?
O tratamento mais comum é aplicar injeções de medicamentos específicos no pênis, para provocar o fechamento dos vasos sanguíneos. Também fazemos drenagem e lavagem do corpo cavernoso - tecido erétil do pênis, tentando restabelecer a condição de flacidez. Em último caso, recorremos à cirurgia. A cura é perfeitamente possível.

3) A ereção prolongada pode acontecer uma única vez ou é um problema recorrente?
Não costuma ser recorrente, pode acontecer esporadicamente. De qualquer forma, é fundamental contar com acompanhamento médico tão logo seja detectado o sintoma.

4) O uso de medicamentos para disfunção erétil ¿ como o Viagra -, sem prescrição médica, pode levar ao priapismo?
As descrições na literatura são mínimas, e o risco, muito baixo. A associação de vários medicamentos diferentes tem mais relação com o aparecimento do problema.

5) Qual a incidência do problema? Ele acomete jovens também?
Sim. O mal afeta homens de todas as idades. A prevalência, entre a população masculina brasileira, é de um a três casos em cada 100 mil homens.

6) O priapismo pode levar à impotência?
Sim. Sem o tratamento adequado, o mal pode evoluir para uma fibrose do tecido erétil. Daí a importância de procurar um médico o mais rápido possível.

7) O problema pode desencadear doenças mais graves, além da impotência?
Não. Mas pode ser o primeiro sinal de uma doença hematológica, como a anemia falciforme ou a leucemia.

8) É hereditário ou transmissível?
Não.

9) Existe diferença física entre uma ereção normal e a do priapismo? É possível aproveitar a ereção para manter a atividade sexual por várias horas seguidas?
O priapismo não está associado a uma rigidez da glande. Normalmente, é apenas o corpo cavernoso que fica ereto. Por isso, é possível que se note uma pequena diferença na aparência do pênis. O problema também costuma provocar muita dor e, nessa situação, é impossível ter uma relação sexual.

10) Durante quanto tempo o problema pode persistir?
O quadro pode perdurar por vários dias, mas o ideal é que o atendimento médico seja imediato. Se a ereção se mantiver por mais de seis horas, já é sinal de que a intervenção clínica é necessária.

Por Portal Terra

Curiosidade; após tatuagem no orgão sexual, iraniano passa a ter ereção 24 hs por dia!

http://hypescience.com/erecao-permanente-tatuagem-e-culpada-por-aflicao-de-paciente/

"Os Espermatozóides são inteligentes, eles calculam quanto falta para chegar ao óvulo."

Espermatozóides são inteligentes, você sabia?

Homens bonitos e atraentes não são bons procriadores, diz pesquisa!

Homens bonitos, procriam menos;

Vasectomia; Quero engravidar e agora?

Para que está enfrentando está cruel realidade eis aqui um artigo que poderá dar um a luz...uma esperançaVasectomia; Quero engravidar e agora?

Nova regulamentação para o número de embriões trasferidos

 A pouco mais de um ano entrou em vigor nova regra que regulamenta quantidade máxima permitida pra trasnferência de embriões, a regra tem como base a idade da paciente.
   Foi publicado pelo conselho federal de medicina a resolução 1.957, sustituindo a anterior que estava em vigor desde 1992, onde foram alteradas as seguintes normas;
  *Está proíbida a fecundação de óvulos humanos para qualquer outra finalidade, que não seja para a procriação humana.
*As tecnicas de Reprodução assistida somente poderão ser usadas quando qualquer outra alternativa tenho sido descartada.

*Não poderá ser usada para a escolha do sexo do bebê, salvo em caso de doenças com trasmissão genética para aquele sexo específico.

*Os consentimentos relacionado á tecnica a ser ultilizada bem como todos os riscos. detalhes médicos devem ser assinados.

*Em caso de gestação múltipla  fica proíbido a redução embrionária.

*As doações ( óvulos e espermatozódes) tem que ser obrigatóriamente anônimas e sem fins lucrativos, tanto para doadore como para receptores.
*Para que haja prócriação pós-mortem é nescessário, autorização por escrito ou consentimento previamente assinado.

*Doadoras temporárias de útero devem pertencer á familia da doadora genética, até o segundo grau de parentesco, sujeito á autorização do conselho regional de medicina, ficando proíbida a barriga de aluguel.

*Número de embriões trasferidos por paciente;
Até 35 anos; até 2 embriões
De 36 a 39 anos; até 3 embriões
40 anos ou mais até 4 embriões.

Como funciona a doaçãode gametas( óvulos e espermatozóides).

Doação e gametas; Ao se depararem com a infertilidade muitos casais não sabemcomo lhe dar com a situação alguns ultilizam da doação para economizarem no valor do tratamento, outros para ajudarem homens e mulheres que mesmo sonhado em ter filhos não são mais capazes de produzir as celulas reprodutoras, mais detalhes vejam;
 http://www.clinicafgo.com.br/newsletter/fev12/abc_fert_ed61.html