quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PREÇO BAIXO E QUALIDADE ATRAEM ESTRAGEIROS PARA TRATAMENTOS DE FERTILIDADE NO BRASIL



Fonte: BBC
Nos últimos anos, o Brasil entrou na rota do chamado “turismo da fertilidade” – o setor que atende estrangeiros que cruzam a fronteira de seus países para ter acesso a tratamentos para ter filhos em outros lugares.
O fenômeno é observado em diversos países europeus, sobretudo a Espanha, onde algumas clínicas de fertilização mais parecem resorts cinco estrelas. Estatísticas globais são desconhecidas, mas estima-se que só na Europa mais de 20 mil mulheres cruzem as fronteiras de seus países com o objetivo de voltarem grávidas.
No Brasil, as clínicas especializadas em fertilização in vitro e outras técnicas de reprodução assistida vêm recebendo um número crescente de pacientes estrangeiros, principalmente (embora não apenas) de origem africana, que procuram o Brasil para realizar o sonho da maternidade ou paternidade.
Segundo especialistas consultados pela BBC Brasil haveria dois atrativos para as africanas: a qualidade das clínicas privadas brasileiras e o idioma comum.
O Brasil tem mais de 100 clínicas especializadas em medicina reprodutiva e profissionais de boa reputação. “Em geral essas pacientes vêm de países em que não há boas clínicas”, explica Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.
Além disso, a maioria é proveniente de países cujo idioma é o português, como Angola e Moçambique – e o fato de poderem falar na sua língua com o médico e as enfermeiras é algo que ajuda a explicar porque escolheram o Brasil

Preço


Outro atrativo do país é baixo custo dos procedimentos se comparado com os valores cobrados por clínicas europeias e americanas, por exemplo.

No Brasil, um procedimento de fertilização in vitro custa por volta de R$ 10 mil a R$ 15 mil. Nos países desenvolvidos, em geral, se paga o dobro.

"A busca por custos mais baixos também é uma das motivações de americanas e canadenses que nos procuram", diz Silvana Chedid, diretora da clínica Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI) em São Paulo.

Ela explica que o fator "preço" também contribui para que brasileiras que moram no exterior e são casadas com estrangeiros optem por voltar para o país para fazer o tratamento na hora de ter filho.

O Brasil também tem enviado algumas pacientes para outros lugares - principalmente para a Espanha - em geral quando há problemas para encontrar doadoras de óvulos no país.

Dzik diz já ter encaminhado pessoalmente algumas brasileiras para o país europeu. Segundo Chedid, em sua clínica esse encaminhamento ocorre nos casos em que a receptora não consegue encontrar um fenótipo específico de doadora no Brasil.

 

COMO É FEITA A SELEÇÃO E TRANSFERÊNCIA EMBRIONÁRIA? VEJA;


A Transferência Embrionária na Fertilização IN-VITRO (FIV) – como selecionar o embrião

A fertilização in-vitro (FIV) é um procedimento de várias etapas, que devem ser cumpridas de maneira otimizada para alcançarmos nosso objetivo – a gravidez. Neste processo, a transferência embrionária, que é a implantação dos embriões no útero, é o passo final e culminante do processo, sendo fundamental para sacramentar o sucesso do tratamento.]

Em posts anteriores, detalhamos todos os passos da FIV . Após avaliação do casal através de exames, e definição do melhor protocolo de estimulação ovariana, iniciamos o processo pela indução da ovulação. Após maduros, os óvulos são captados, e fertilizados com os espermatozóides selecionados no laboratório. Este dia é referido no jargão laboratorial como o dia “zero” ou D0, o ponto de partida do processo de formação dos embriões.
No dia seguinte à coleta de óvulos + fertilização, chamado de D1, informamos ao casal quantos embriões se formaram. Esta informação se baseia na visualização, em laboratório sob microscópio, da célula inicial do organismo: o zigoto. Constatamos que o zigoto se formou quando os pró-núcleos derivados do material genético do óvulo e espermatozóide se apresentam na célula, e houve liberação do segundo corpúsculo-polar ovocitário (pois a divisão final do óvulo ocorre imediatamente antes da fertilização).
O ZIGOTO E A CLIVAGEM EMBRIONÁRIA
Este organismo, o zigoto, é a célula inicial do corpo humano. É uma célula toti-potente, pois dela irão se formar todas as células, tecidos, órgãos e sistemas do corpo humano – é o fantástico milagre da vida ! O zigoto, logo que formado começa a se dividir em outras células (chamadas blastômeros), em um processo que chamamos de clivagem. Inicialmente se divide em dois blastômeros. Cada dois em mais dois, e assim por diante, em progressão geométrica.
O acompanhamento laboratorial dos embriões ocorre exatamente pela avaliação deste processo de fertilização e posterior clivagem. Desta maneira é que estimamos a viabilidade do embrião, sua qualidade, e potencial de implantação no útero. Em geral, no dia 2 após a fertilização ou D2 o embrião deve ter de 2 a 4 células ou blastômeros. No D3, os embriões de boa qualidade têm em torno de 8 células.
Contam pontos positivos na avaliação do embrião os seguintes fatores: clivagem embrionária no tempo certo (levando a número de células adequado para o dia de desenvolvimento); divisão celular harmônica e equilibrada (levando à simetria dos blastômeros) ; e ausência de fragmentação embrionária (pedacinhos de citoplasma das células que derivam de divisões celulares não –equilibradas).
Após o estágio de 8 a 10 células, atingido por volta do D3, as divisões celulares ficam cada vez mais rápidas, e logo se perdem os limites entre as células. Passamos a ver um aglomerado de células, e dizemos que o embrião está compactando. É um ótimo sinal ! A medida que esta compactação e o número de células aumentam, o embrião atinge o estágio de MÓRULA, normalmente no D4.
O BLASTOCISTO
No D5 de desenvolvimento embrionário, o embrião atinge a fase de BLASTOCISTO. Neste momento começam a se diferenciar dois grandes grupos de células no embrião: o ectotrofoblasto, e a massa celular interna ; e ainda começa a se formar uma cavidade com líquido chamada cavidade blastocística. O ectotrofoblasto vai originar tecidos placentários, juntamente com a parte materna da placenta.
A massa celular interna do blastocisto vai se diferenciar (especializar) levando à formação de todos os tecidos do embrião. Nesta fase, este conjunto totipotente de células representa a mais rica fonte das chamadas células-tronco embrionárias, que vem sendo intensivamente estudadas e pesquisadas em todo o mundo, como material biológico de alto valor para formação de tecidos nobres, e curas de inúmeras doenças.
Quando a cavidade blastocística está completa, dizemos que o embrião está expandido. Nesta fase, que ocorre no D5 ou no D6, o embrião começa a fazer o processo de ruptura da zona pelúcida – um fenômeno chamado de hatching. A zona pelúcida é uma membrana rígida que protege os estágios iniciais da vida, desde o óvulo, até a fase de blastocisto do embrião. Todas as divisões celulares iniciais, até este momento, ocorrem dentro desta cápsula protetora. Para que se implante no útero, o embrião deve sair deste invólucro, fazendo literalmente um buraco nesta camada e se esgueirando para fora da zona. Assim vai se posicionar sobre o endométrio e iniciar o processo de implantação.
Em condições naturais (gravidez espontânea) o hatching ocorre quando o embrião, após percorrer toda a trompa, chegou ao útero, que corresponde ao quinto ou sexto dia pós-fertilização. No laboratório podemos observar o início deste processo se acompanhamos o embrião até o D5 ou D6, mas devemos imediatamente transferir o embrião ao útero se o hatching espontâneo começa a ser observado. Quando o embrião é transferido no D2 ou D3, muitas vezes se faz o chamado “assisted hatching”, ou hatching assistido: um pequeno buraco é confeccionado na zona pelúcida com uso de laser, imediatamente antes da transferência.
QUANDO TRANSFERIR?
A transferência embrionária na FIV é realizada, na maioria das vezes no D3, quando o embrião, em condições ideais, está com 8 células. Pode ser realizado no D2 nos casos de pequenos número de embriões, ou nos casos de menor chance de gravidez, como idade materna avançada ou baixa reserva ovariana.
Nos casos em que existe um número grande de embriões de boa qualidade no D3, podemos estender a cultura até a fase de blastocisto. Isto permite uma melhor seleção embrionária para transferência, e ainda a diminuição do número de embriões transferidos mantendo a mesma chance de gravidez, o que permite reduzir taxa de gravidez múltipla. Existem alguns estudos científicos, inclusive, que afirmam ser esta fase (blastocisto) a fase ideal de transferência embrionária, pois é sincrônica com o que ocorre na natureza – embrião na cavidade uterina no D5 ou D6, e proporcionaria maiores chances de gravidez.
Vimos detalhadamente como se forma e desenvolve o embrião na FIV. No próximo post vamos falar de como é feita a transferência embrionária, e da escolha do número de embriões a serem transferidos ao útero. Até lá !

FEZ VASECTOMIA E AGORA DESEJA MAIS FILHOS?

Alguns Homens Que fizeram vasectomia não Passado PODEM QUERER Filhos tér MAIS. Em situations Como ESTA, qua Alternativa um e Melhor? Reversão da vasectomia UO aspiraçao fazer espermatozoide e fertilização in vitro. Ouça a Opinião do Especialista Reprodução Humana los, Flávio Garcia de Oliveira sobre o Assunto;
http://soundcloud.com/clinica-fgo/qual-o-melhor-m-todo-revers-o

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Embriões excedentes podem ser implantados depois; entenda



 Uma das opções para o excedente de embriões é o congelamento para implantação posterior. Se o casal desejar ter mais filhos, é só fazer a .... Foto: ShutterstockUma das opções para o excedente de embriões é o congelamento para implantação posterior. Se o casal desejar ter mais filhos, é só fazer a transferência das células já fecundadas
Foto: Shutterstock
 

Graças a uma fertilização in vitro, Jeanette e Arthur Fardelin conceberam quíntuplos. Os embriões foram fertilizados há seis anos, mas o casal foi engravidando aos poucos. A filha mais velha deles tem 6 anos. Os meninos completam a escadinha: o mais velho, com 4, depois um garoto de 2 anos e os gêmeos, que têm um mês de vida. Todas as crianças são fruto dos embriões que foram concebidos in vitro em 2006. O casal explica que, como gostariam de ter mais filhos, os médicos os aconselharam a congelar as células remanescentes da fertilização e implantá-las depois de alguns anos - e foi o que fizeram.

O caso dos Fardelin mostra uma das opções que a medicina dá para os casais que passaram por um ciclo de fertilização e não utilizaram todos os embriões fecundados. Além desta opção, o casal ainda pode doar o material para pesquisa com células-tronco, ou para um banco de embriões com doadores anônimos - nesse caso a célula excedente será utilizada por outros pacientes com problemas de fertilidade.

Segundo Dirceu Henrique Mendes Pereira, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o casal que opta pelo congelamento dos embriões para posterior uso próprio paga uma taxa pelo procedimento, que tem custo entre R$ 2.500 e R$ 3.000, e uma manutenção trimestral ou semestral para manter a célula no banco. O valor varia de R$ 300 a R$ 500. "Esses embriões, teoricamente, podem ficar congelados por tempo indeterminado. Porém, o Conselho Federal de Medicina (CFM) normatiza que é conveniente que a transferência dessas células seja feita em até três anos de congelamento", explica.

Doações
Se o casal não tiver o desejo de manter os embriões congelados para uso próprio, é possível que eles façam a doação dessas células. Segundo Dirceu, de acordo com as regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) os embriões podem ter como destino laboratórios de pesquisas médicas de células-tronco ou o banco de doadores anônimos de embriões.

Caso os embriões sejam enviados para estudo, a clínica vai dar o melhor destino laboratorial para eles. Se a opção for doação para casais com problemas de fertilidade, eles serão mantidos no banco da clínica até que apareçam os futuros pais para os embriões doados.

Os possíveis destinos das células são descritos em um documento chamado de consentimento informado. Esse termo é assinado pelo casal assim que eles decidem o que será feito do embrião, antes do início do tratamento na clínica de fertilização.

Em nota, o CFM afirmou que sua Comissão de Reprodução Assistida está discutindo e preparando uma proposta mais completa sobre o destino de embriões não utilizados nos ciclos de reprodução assistida. A previsão é que a comissão apresente esse parecer ao plenário do CFM até o final deste ano.
fonte;http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI6058895-EI20146,00-Embrioes+excedentes+podem+ser+implantados+depois+entenda.html

Em reprodução assistida, família deve dar apoio sem julgar

O processo que envolve um tratamento de reprodução assistida é normalmente repleto de ansiedade e de expectativas . Foto: Dreamstime/TerraO processo que envolve um tratamento de reprodução assistida é normalmente repleto de ansiedade e de expectativas
Foto: Dreamstime/Terra
O processo que envolve um tratamento de reprodução assistida normalmente é repleto de ansiedade e de expectativas que o casal deposita nessa possibilidade de engravidar com ajuda da medicina. Por conta da pressão que a própria situação impõe, na maioria das vezes tanto o homem, quanto a mulher não revelam às famílias que recorreram à fertilização. Mas, quando decidem contar, é dever dos parentes dar suporte sem fazer julgamentos, afirma Rose Massaro Melamed, psicóloga da clínica do Centro de Fertilização Assistida Fertility, de São Paulo.

O respeito à decisão do casal é essencial. Segundo Rose, é muito difícil ouvir frases como "se não veio é porque Deus não quis", ou "para quê fazer tratamento se tem tenta criança no mundo esperando por adoção?". A psicóloga explica que o único papel da família é dar apoio, dado que a decisão pelo tratamento já foi tomada pelo casal. Mesmo que os parentes não concordem com a atitude, essa opinião não deve ser expressada por eles.

"Uma vez que o casal tenha dado essa abertura aos parentes, o papel da família deve ser o de apoiar sem interferir, sem tomar decisões", concorda Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora do Instituto Valenciano de Infertilidade, de São Paulo. "O apoio deverá consistir em oferecer consolo, estimular uma atitude positiva, confiante de que haverá solução e que o casal não está sozinho nessa luta."

Uma atitude contrária ao que as especialistas sugerem pode acarretar no afastamento do casal em relação à família. Além disso, o processo, que já é repleto de ansiedade e de questionamentos, pode ficar ainda mais angustiante e penoso para ambos.

O apoio
O apoio familiar deve envolver mais ouvir do que falar. É importante deixar o casal à vontade, aconselham as especialistas. Muitas perguntas sobre o andamento do procedimento pode deixá-los ainda mais nervosos e pressionados.

"Existem casos de famílias que apoiam a decisão do casal, mas querem participar, ficam a todo momento perguntando sobre a fertilização e o andamento do processo. Esse tipo de atitude pode fazer com que o casal sinta-se na obrigação de dar uma satisfação positiva. Ou seja, mais uma pressão sobre eles", esclarece Rose.

O suporte sem interferência é a maior prova de amor e de companheirismo que a família pode dar ao casal que passa por esse momento delicado, aconselha Silvana.

fonte;http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI6062015-EI20143,00-Em+reproducao+assistida+familia+deve+dar+apoio+sem+julgar.html

PÊLOS EM EXCESSO PODE SER SINAL DE INFERTILIDADE NA MULHER



Pelos em excesso pode ser sinal de infertilidade


Pelos em excesso pode ser sintoma da síndrome do ovário policístico Foto: Getty Images Pelos em excesso pode ser sintoma da síndrome do ovário policístico
Foto: Getty Images 


Todas as manhãs, a norte-americana Marianne Ponsonsby sai da cama e corre para ver seu rosto no espelho à procura de pelos indesejados. "Pelo menos uma dúzia de grossos pelos negros tem aparecido nas minhas bochechas e queixo diariamente" conta. Isso porque ela sofre da síndrome dos ovários policísticos, um desequilíbrio hormonal em que os ovários produzem quantidades excessivas de testosterona – o hormônio masculino. As informações são do Daily Mail.

Marianne não é a única. A síndrome, que afeta 3 milhões de mulheres, resulta na formação de pequenos cistos inofensivos e sintomas como o crescimento excessivo de pelos, calvície, menstruação irregular, ganho de peso e acne. Além disso, cerca de 40% dessas pacientes também têm infertilidade.
A síndrome dos ovários policísticos pode ser devastadora para a autoestima das mulheres, diz Rachel Hawkes de Verity, que lidera um grupo de apoio para essas pacientes. "Eu conheci pessoas que tentavam suicídio porque elas simplesmente não conseguiam lidar com o excesso de pelos e aumento de peso”.
De acordo com especialistas, a melhor maneira para driblar os efeitos indesejados é ter cuidado com a alimentação e controlar o peso. Isso porque, além de piorar a condição cardíaca e aumentar o risco de diabetes tipo 2, a gordura produz mais insulina, aumenta a produção de hormônio masculino e agrava os sintomas.
Apesar de as mulheres já nascerem com a doença, ela é diagnosticada após os 20 anos na maioria dos casos, quando começa uma mudança no estilo de vida. "Na idade adulta jovem, muitas mulheres saem de casa. Elas se alimentam de forma menos saudável, fazem menos exercícios e param de crescer - todos os fatores que podem levar ao ganho de peso", justifica Gerard Conway, endocrinologista do Instituto de Saúde da Mulher, da Universidade College London.
Fonte;http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/pelos-em-excesso-pode-ser-sinal-de-infertilidade,ca13864558619310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

segunda-feira, 2 de julho de 2012

MULHER EM COMA DÁ A LUZ NATURALMENTE

Britânica, que estava em coma, entra em trabalho de parto e dá à luz naturalmente


Emma Mynors contraiu uma pneumonia, que a levou a ficar inconsciente quando estava de 29 semanas de gravidez. Ao voltar do coma, não se lembrava da gravidez. "As enfermeiras me mostraram foto desta bebê e eu não tinha ideia de quem era"

A britânica Emma Mynors, 23 anos, entrou em coma quando estava com 29 semanas de gravidez depois de contrair uma pneumonia, que a levou a sofrer dois derrames e entrar em coma, segundo noticiou o jornal Daily Mail.

No hospital, inconsciente, os médicos perceberam que ela estava entrando em trabalho de parto prematuramente ao visualizar a cabeça do bebê. Mesmo em coma, a mãe deu à luz naturalmente. “Quando eu voltei do coma, as enfermeiras me mostraram fotos desta bebê, e eu não tinha ideia de quem era”, disse Emma.

A britânica, que já era mãe de Conrado, 3, conta, ainda, que não conseguia acreditar que a menina, Amy, era sua filha, já que ela não se lembrava de estar grávida. “Eu sabia que eu tinha um marido e um filho, mas eu não tinha ideia de ter ficado grávida novamente”, contou.
Foi só depois que voltou do coma e retomou forças, que Emma pode segurar sua filha pela primeira vez. “Eu queria muito ver minha filha, mas levou um tempo para eu ficar com ela (...). A princípio, parecia que ela pertencia a outra pessoa”, disse ao jornal. E revela: “Levou dois meses para que eu realmente sentisse que ela era minha”.

Um mês depois de dar à luz, Emma finalmente pode voltar para casa. Agora, ela consegue relembrar de alguns momentos de sua gravidez, do momento em que escolheu o nome da filha e compras do enxoval, mas não se lembra do nascimento da filha. “É muito bom pensar como Amy veio ao mundo. Mesmo quando eu estava inconsciente, meu corpo sabia o que fazer. Eu adoraria lembrar de dar à luz, mas eu sou grata por estarmos vivas e saudáveis agora”, disse a mãe.

O porta-voz do Colchester General Hospital, onde Emma ficou internada, disse que é “extremamente incomum para uma mulher nas circunstâncias de Emma dar à luz naturalmente, sem necessidade de cesárea. E manda um recado para Emma. “É um prazer para nós que ela tenha se recuperado totalmente e enviamos a ela e à sua filha nossos melhores votos de um futuro feliz e saudável.”

fonte;http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI311483-17729,00-BRITANICA+QUE+ESTAVA+EM+COMA+ENTRA+EM+TRABALHO+DE+PARTO+E+DA+A+LUZ+NATURALM.html

Não há nada impossível; Mulher que nunca poderia ter filho comemora batismo de quádruplos

A probabilidade desse tipo de gravidez é de uma a cada 25 milhões de gestações


Aos 15 anos, Charlene Medlicott soube que o seu sonho de ter filhos nunca poderia acontecer. Ela foi diagnosticada com ovário policístico na adolescência, e os médicos disseram que sua condição de ovulação restrita faria com que a probabilidade de engravidar fosse quase zero, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail.

Quando descobriu que estava grávida de quádruplos, Charlene, hoje com 20 anos, foi orientada a abortar dois dos bebês para que os outros dois tivessem melhores chances de sobreviver. Vale lembrar que esse tipo de gravidez ocorre em uma a cada 25 milhões de gestações.

Charlene, no entanto, lutou contra todas as probabilidades, e junto com seu marido, Mark, 26, 100 amigos e sua família comemorou o batizado das quatro meninas em uma cerimônia na Inglaterra. O pai de Evelynn, Gracie-Lou, Rosaline e Amalia-Rose disse que o nascimento das filhas pegou o casal de surpresa. “Descobrir que você vai ter um já é uma surpresa, mas quatro é muito diferente”, disse ao jornal.

As meninas nasceram prematuramente em dezembro do ano passado e passaram vários meses na UTI neonatal antes de ir para casa com os pais. “Nós aprendemos a lidar com elas muito bem – são bebês muito educadas”, disse Charlene. A mãe contou ainda que as filhas choram quando querem algo, mas logo voltam a dormir.
Fonte;http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI311487-17729,00.html

domingo, 3 de junho de 2012

COMO DIMINUIR OS INCHAÇOS PROVOCADOS PELOS TRATAMENTOS DE REPRODUÇÃO ASSISTIDA


Os tratamentos de reprodução assistida causam certo inchaço na paciente. Isso acontece por conta das doses de hormônios utilizadas para estimular a .... Foto: Shutterstock/Especial para TerraOs tratamentos de reprodução assistida causam certo inchaço na paciente. Isso acontece por conta das doses de hormônios utilizadas para estimular a produção ovariana
Foto: Shutterstock/Especial para Terra 
Os tratamentos de reprodução assistida causam inchaço nas pacientes. Isso acontece devido às doses de hormônios utilizadas para estimular a produção ovariana. Afinal, um corpo que é feito para produzir apenas um óvulo por mês, de repente passa a fabricar mais de uma dezena deles. A receita para diminuir esse desconforto é simples e prática: ter hábitos saudáveis.

De acordo com Luiz Fernando Leite, ginecologista obstetra e diretor do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, esse inchaço também faz parte das rotinas das gestantes. Portanto, as dicas também são válidas para as mulheres que já conseguiram engravidar e ainda sentem o desconforto.

Evite sal e abuse das proteínas e frutas
A primeira dica é quanto ao uso do sal na alimentação. Se usado de maneira exagerada, ele contribui para a retenção de líquidos, causando um desconforto ainda maior e, em alguns casos, chegando a desencadear problemas renais.

As proteínas são essenciais para o bom funcionamento do organismo. No combate ao inchaço, ela pode ser uma forte aliada. Comer muitas frutas e ingerir pelo menos dois litros de água por dia também é essencial.

"O controle dietético, sabendo o que se deve comer e seguir essa dieta ajuda a eliminar esse desconforto. Como em qualquer outro momento da vida, a alimentação é a base", explica o ginecologista.

Exercícios físicos e tratamentos
Durante o tratamento de reprodução assistida, a mulher deve levar uma rotina normal, se alimentando bem e sem deixar a prática de exercícios de lado. Realizar alguma atividade física também é benéfico para diminuir a retenção de líquido causada pelos hormônios.

Para as gestantes, a prática de exercícios físicos tem de ser liberada pelo médico. Sem esse aval, o ideal é esperar o fim dos nove meses para voltar às atividades esportivas.

Segundo Luiz, a drenagem linfática - técnica de massagem que estimula o sistema linfático a trabalhar mais rapidamente - diminui o inchaço e não tem contra-indicação. "A mulher que está em tratamento pode fazer e vai se sentir bem melhor. As gestantes também estão liberadas para fazer a drenagem. Lembrando que o tratamento deve ser feito por profissionais capacitados", indica o médico.

Fonte; Portal Terra. 

GRAVIDEZ ECTÓPICA O QUE É?

432875 A gravidez ectópica apresenta as mesmas manifestações de uma gestação normal. Gravidez ectópica: o que é?
A gravidez ectópica apresenta as mesmas manifestações de uma gestação normal.

Em diversas situações ouvimos falar sobre gravidez ectópica, porém nem sempre reconhecemos seu real significado. A gravidez ectópica é a gestação que ocorre fora da cavidade uterina. Para sabermos um pouco mais sobre esse problema, separamos algumas informações a respeito.

Compreendendo a gravidez ectópica

A gravidez ectópica é a gestação que acontece fora do útero. Em torno de 95% dos casos, esse tipo de gestação ocorre nas trompas uterinas. Porém, pode se desenvolver em outros locais como, por exemplo, abdômen cervical e ovário. Nenhum dos locais anteriormente citados possui tecido ou espaço adequados para conceber a evolução do embrião. Como resultado, a medida que o bebê se desenvolve, o rompimento dos órgãos em questão é inevitável. Como consequência a mulher apresenta hemorragias severas, colocando sua vida em risco.

Conheça quais as principais causas de uma gravidez ectópica

De forma geral, as causas que podem levar ao desenvolvimento de uma gravidez ectópica incluem os fatores que retardam ou impedem a passagem do zigoto (fecundação do óvulo com o espermatozoide) para a cavidade uterina. Conheça algumas causas:
  • Fatores mecânicos: doenças inflamatórias, tumores, anormalidades do desenvolvimento ou cirurgias sobre as trompas;
  • Fatores funcionais: diminuição da motilidade das trompas;
  • Envelhecimento;
  • Drogas indutoras da ovulação;
  • Pílulas do dia seguinte.
    432875 Dor abdominal ou na região pélvica pode ser sinal de gravidez ectópica. Gravidez ectópica: o que é?
    Dor abdominal ou na região pélvica durante a gestação pode ser sinal de gravidez ectópica.

Qual a apresentação de uma gravidez ectópica?

Os sinais e sintomas apresentados por uma mulher que apresenta gravidez ectópica são:
  • História de atraso menstrual;
  • Sangramento vaginal anormal;
  • Dor na região da pelve ou abdominal;
  • Presença de massa palpável dolorosa na região de trompas e ovários.

Realização do diagnóstico

Em muitos casos, a gravidez ectópica representa uma emergência cirúrgica, o que justifica seu diagnóstico precoce. Porém, infelizmente, não é o que acontece. Como esse tipo de gravidez apresenta, praticamente, os mesmos sinais e sintomas de uma gestação normal, isso acaba dificultando sua descoberta antes de se tornar um quadro emergencial.

Como é realizado o tratamento?

Existem duas formas de tratamento, o expectante e o cirúrgico.
  • Tratamento expectante: ocorre quando a gravidez ectópica se localiza na trompa, porém não ocorreu seu rompimento, não há batimentos cardíacos fetais e os níveis hormonais estão diminuindo.
  • Tratamento cirúrgico: o tipo de cirurgia dependerá da gravidade da gravidez, assim como o comprometimento hemodinâmico da paciente.

432875 A realização do pré natal é essencial para prevenir uma gravidez ectopica. Gravidez ectópica: o que é?
A realização do pré natal é essencial para prevenir uma gravidez ectópica.
A gravidez ectópica é uma situação emergencial. Entretanto, a principal forma de prevenção é a realização de um pré-natal adequado. Assim, diante de atraso menstrual, procure um médico e realize o teste de gravidez.
Fonte; Portal R7

EXAME REVELA RESERVA OVARIANA DA MULHER


A fertilidade feminina depende de dois fatores: quantidade e qualidade dos óvulos. Mas, com o passar dos anos, ambas vão caindo e junto com isso .... Foto: Shutterstock/Especial para TerraA fertilidade feminina depende de dois fatores: quantidade e qualidade dos óvulos. Mas, com o passar dos anos, ambas vão caindo e junto com isso também as chances de engravidar - seja naturalmente ou por meio de técnicas de reprodução assistida
Foto: Shutterstock/Especial para Terra
        Mas, o teste de dosagem de um hormônio conhecido como antimülleriano pode estimar o nível da reserva ovariana, ou seja, quantos óvulos a mulher ainda tem guardados.

O exame
O teste de dosagem está no mercado há cerca de cinco anos. Mas, além dele, a paciente pode fazer medição de outros tipos de hormônios, como o hormônio folículo estimulante (FSH), também utilizado para obter uma média da reserva ovariana. Porém, de acordo com Maria Cecília Erthal, diretora médica do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or, do Rio de Janeiro, a dosagem não é 100% precisa, pois varia de acordo com a fase do ciclo menstrual da mulher. Já o hormônio antimülleriano se mantém estável dentro e fora do período fértil. Isso acontece porque ele está diretamente ligado à quantidade de óvulos que a mulher possui. Se a reserva é pequena, o nível do hormônio é baixo - e vice e versa.

A dosagem deste hormônio é feita por meio de exame de sangue. Segundo a especialista, a medição também permite uma avaliação parcial da qualidade dos óvulos. "Na maioria dos casos, uma reserva boa está diretamente relacionada a óvulos de boa qualidade. Uma coisa está diretamente atrelada à outra", afirma.

Útil para mulheres depois dos 30 anos
Ter um teste que avalia o nível da reserva dos ovários pode ser de grande utilidade para as mulheres que pretendem ter filhos depois dos 30 anos. "Acredito que esse exame em breve será incorporado à rotina do ginecologista. Se ele atender a uma paciente que pretende ter filhos só depois de estabilizar a vida financeira e pessoal, o médico já poderá indicar a dosagem", diz Maria Cecília. "Dessa forma, essa mulher pode ter um panorama de como anda a sua reserva de óvulos", completa a médica.
Fonte;http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI5803374-EI20146,00-Exame+revela+quantos+ovulos+a+mulher+ainda+tem+conhecao.html

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mãe de quadrigêmeos em duas barrigas diferente e ao mesmo tempo.

Após várias tentativas frustadas para engravidar, casal aluga barriga de amiga e as duas engravidam de gêmeos ao mesmo tempo.


Depois de dez anos tentando ter filhos, sofrer um aborto espontâneo e realizar duas fertilizações in vitro mal-sucedidas, Misty e Brian Baker resolveram procurar uma barriga de aluguel, mas os planos de ter um bebê se multiplicaram depois que as duas mulheres engravidaram ao mesmo tempo de gêmeos.

Uma amiga do casal, Amber, se prontificou a ser a barriga de aluguel para o casal e, em outubro do ano passado, ela passou pelo procedimento de fertilização. Mas o médico que atendeu os futuros pais sugeriu que Misty também tentasse implantar alguns embriões pela última vez.

Segundo a BBC, Misty não achou que fosse engravidar, mas topou. O médico William Gentry selecionou os dois embriões mais saudáveis para a fertilização de Amber e quatro de menor qualidade para Misty.

A fertilização foi um sucesso para as duas. Amber está grávida de duas meninas, Madison e Vicotira, e Misty espera um menino, Connor, e uma menina, Hope. Os bebês deverão nascer em junho.

Fonte: BBC | G1


Gravidez; O passo a passo da vida! Uma bela série de reportagem do programa Hoje em dia da Rede Record

http://entretenimento.r7.com/hoje-em-dia/videos/detalhes/idmedia/4faa6f70b51afbdb300641b4.html

quarta-feira, 11 de abril de 2012

TEMPO DE ESPERA PARA ENGRAVIDAR DEPENDE DA IDADE DA MULHER!


Os problemas de fertilidade de um casal são normalmente definidos pela ausência de gravidez após um ano de tentativas regulares, sem uso de nenhum método contraceptivo. "Todo casal em que a mulher possui até 35 anos de idade tem, a cada mês, um chance de ter gravidez de 20%", explica o médico Selmo Geber, diretor da Clínica Origen, de Belo Horizonte. Em um ano, isso significa que 85% dos casais devem alcançar a gravidez, caso não haja problema de infertilidade de nenhum dos dois.

Se um casal com a mulher dentro dessa faixa etária procura ajuda com seis meses de tentativa, por exemplo, não necessariamente precisará de tratamento. A gravidez ainda pode ocorrer naturalmente nos seis meses seguintes. Por isso, os médicos aconselham uma espera maior.

A situação muda quando a idade da mulher é mais elevada, já que esse é um fator determinante para o sucesso de uma gravidez. Segundo Geber, após os 35 anos da mulher, as chances de gravidez começam a diminuir gradativamente.

Isso acontece porque a quantidade de óvulos diminui e a qualidade muda, com o passar dos anos. "O impacto disso é a diminuição na chance de gravidez após os 35 anos", diz o médico.

Ajuda após seis meses
Por conta disso, para mulheres com idade mais elevada os médicos recomendam que o casal procure ajuda seis meses após iniciar as tentativas. Alguns médicos apontam 35 anos como o momento para abreviar o prazo de espera, enquanto outros sugerem 37 ou 38 anos.

Dentro desse grupo que não conseguiu engravidar depois do período estipulado de tentativas, as razões podem ser diversas - e podem tanto ter como causa o homem, quanto a mulher. Só um médico especialista saberá investigar e indicar o melhor tratamento em cada caso.

Referência;http://mulher.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI5704794-EI20081,00-Tempo+de+espera+para+engravidar+depende+da+idade+da+mulher.html

PIPOCA É MAIS SAUDÁVEL DO QUE FRUTAS E VEGETAIS!!!



PIPOCA É MAIS SAUDÁVEL DO QUE FRUTAS E VEGETAIS!!!
É o que afirma uma reportagem baseada em comprovações, no site Hype science, o estudo indica que a pipoca não0 sendo aquela de cinema nem a de microondas, é rica em fibras, polifenóis, tem pouca caloria desde que feita com pouco óleo e sem manteiga e sim com azeite extra virgem ou o mínimo de sal, faz bem ao coração! Veja detalhes;
Quem aqui não gosta de sentar para assistir um filme e comer muita pipoca? Apesar de tão mal falada, quando preparada com os ingredientes certos, a pipoca tem poucas calorias, faz bem para o coração e ainda é nutritiva. Um exemplo: ela possui mais polifenóis, que são substâncias antioxidantes, do que frutas e vegetais.
Os polifenóis já foram ligados a redução de doenças cardíacas e certos tipos de câncer. E, por se tratar de um alimento integral, a pipoca também é uma boa fonte de fibras. E isso é um marco para um lanche tão mal visto!
A pipoca pode não substituir uma refeição inteira, mas ainda assim é uma boa escolha na hora de comer uma “besteira”. O que você tem que fazer é evitar as opções ricas em manteiga, óleo e sal, que diminuem seus benefícios.
Você só come pipoca quando vai ao cinema? Essa é o pior tipo possível. Estudos revelam que as “variedades cinematográficas” possuem muito mais calorias, sal e gordura saturada, quase o mesmo que comer um lanhe em cadeias de fast food.
As pipocas de microondas são convenientes, mas possuem seus pontos negativos, mesmo quando a escolha são as light ou de pouca gordura. E estudos mostram que muitos componentes químicos usados nesses produtos são prejudiciais à saúde.
A melhor opção mesmo – e saborosa também – seria a tradicional pipoca de panela, com um pouco de azeite de oliva. Ficou com vontade? Experimente colocar também pimenta do reino e queijo ralado. Huum!
Referência;http://hypescience.com/pipoca-e-mais-saudavel-do-que-frutas-e-vegetais/

Reversão da vasectomia; Vasostomia

A vasectomia é um método contraceptivo cirúrgico para homens, feito através da ligadura dos canais deferentes, que transportam os espermatozoides dos testículos para o meio externo durante a ejaculação. Mais de 30 milhões de casais no mundo usam a vasectomia como método de controle da natalidade, representando 8% de todos os métodos contraceptivos. Nestes casos, quando o homem inicia um novo relacionamento, geralmente com uma mulher que ainda não teve filhos, surgem inúmeras dúvidas e alguns deles procuram ajuda médica especializada para conversar a respeito das possibilidades de gravidez, seja espontânea ou com o apoio da reprodução assistida.
Com isso, de 6 a 8 % dos vasectomizados procuraram um urologista para reverter o quadro causado pela vasectomia. O que muitos não sabem é que o período entre a vasectomia e o momento da decisão por uma reversão é um ponto crítico para o sucesso, pois quanto menor for este tempo maior a chance de retorno à fertilidade.
O ideal é que a reversão seja realizada por um urologista experiente em microcirurgia, pois os resultados da cirurgia com o uso do microscópio são muito superiores quando comparados com o uso de lupa cirúrgica ou ao olho nu.

No tempo certo

Nas reversões de até três anos após a vasectomia, a chance de obter espermatozoides na ejaculação é de 97% e de gravidez 76%. Entre três e oito após a vasectomia as chances de gravidez são de 53%; entre oito e quatorze anos é de 44%; em vasectomias de mais de 14 anos a chance diminui para 31%. Esta porcentagem de reversões de vasectomia é maior em países desenvolvidos. Nos Estados Unidos, o número de pessoas que fazem a cirurgia tem se mantido constante (500 mil/ano), mas a o interesse pela reversão vem crescendo, provavelmente em função da maior divulgação.

A cirurgia

O ideal é que a reversão seja realizada por um urologista experiente em microcirurgia, pois os resultados da cirurgia com o uso do microscópio são muito superiores quando comparados com o uso de lupa cirúrgica ou ao olho nu. Em alguns casos a cirurgia requer uma reconstrução mais complexa, não no local onde os túbulos foram cortados durante a vasectomia.

Leve em conta

Outro fator muito importante é a idade da nova esposa, pois, nos casos onde as mulheres já estão próximas dos 40 anos, as dificuldades para gravidar espontaneamente são maiores. Muitos casais acabam optando pela reprodução assistida, em que uma punção na bolsa testicular capta os espermatozoides necessários para a fertilização in vitro. Os casais precisam estar cientes que a reversão é sempre possível, mas o tempo da vasectomia e a idade da nova esposa devem sempre ser levados em conta. 

Referência;http://minhavida.r7.com/saude/materias/15008-tire-suas-duvidas-antes-de-reverter-a-vasectomia

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ÔMEGA 3 AUMETA A FERTILIDADE MASCULINA E A QUALIDADE DO ESPERMA

Estudos indicam que a ingestão diária, mas moderada de cápusulas ou alimentos que contenham o ÔMEGA 3 (Peixes de água fria como; cavalas, arenque, salmão, sardinha, atum, bacalhau, ou sementes oleaginosas como; amendoim , nozes, castanhas, semente de linhaça ou em óleos de canola girassol, leite, ovos, soja... ajudam na produção do esperma, consequentemente no aumento da fertlidade masculina!
 Até então sabiamos os benefícios do ÔMEGA 3, redução do HDL (colesterol ruim), aumento do LDL( colesterol bom), protege o coração, é antiflamatório ou na fertilidade da mulher.
   Uma pesquisa da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostrou que a gordura pode ter implicações no tratamento de infertilidade masculina. Os cientistas fizeram experimentos com ratos, dos quais retiraram um gene responsável por uma enzima que produz o ácido docosahexaenoico (DHA), encontrado em abundância nos peixes de águas frias, como truta, sardinha e salmão. A falta dessa substância faz os ratos ficarem inférteis, produzindo pouca quantidade de esperma. “Quando fizemos o espermograma e comparamos com as taxas de fertilidade, constatamos que ratos sem o DHA não conseguiam se reproduzir”, disse ao Correio o estudante de doutorado Manuel Roqueta-Rivera, que trabalhou na pesquisa.
Para verificar a importância do ômega-3 na fertilidade, os cientistas introduziram o DHA, um ácido da família dessa gordura, na alimentação dos ratos cujo gene foi desativado. “A fertilidade foi completamente restabelecida. Quando os alimentamos com DHA, todas as anomalias desapareceram”, conta Roqueta-Rivera. Segundo ele, foi a primeira vez que uma pesquisa relacionou o ômega-3 à fertilidade masculina diretamente, embora alguns estudos prévios tenham sugerido que pacientes com baixa contagem de esperma consumiam pouco essa gordura.
O estudo faz parte de uma série de pesquisas da Universidade de Illinois. “Conseguimos boas pistas com a contagem de esperma nos animais deficientes em DHA sobre quais tipos de patologia podem surgir devido à falta do ômega-3. Mas aprecisamos entender melhor os mecanismos envolvidos e fazer pesquisas em nível celular”, afirma o pesquisador.
Fonte: Correio Braziliense – DF

sábado, 31 de março de 2012

COENZIMA Q10, DHEA, VITAMINA D e ETINIL ESTRADIOL; MELHOR QUALIDADE E QUANTIDADE DE ÓVULOS E EMBRIÕES.

Atualidades

DR. ARNALDO CAMBIAGHI - NOVOS MEDICAMENTOS QUE MELHORAM A FERTILIDADE DAS MULHERES

São quatro novidades que podem ajudar a ampliar as possibilidades de sucesso: Coenzyma Q10, Vitamina D, DHEA e o Etinil Estradiol
Mulheres acima de 40 anos são um grande desafio para os tratamentos de infertilidade, pois, após esta idade, os ovários envelhecem e produzem óvulos em menor quantidade e de pior qualidade. Com isso, as chances de gravidez diminuem e as possibilidades de abortos e doenças cromossômicas do bebê aumentam e os resultados dos tratamentos tendem a ser piores e a quantidade de medicação utilizada maior, implicando também num maior custo financeiro.
Segundo Dr.Arnaldo Cambiaghi, médico especialista em infertilidade do Centro de Reprodução Humana do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), alguns exames de laboratório podem confirmar esta tendência, mas não definem o real quadro de dificuldades da paciente. “Os exames mais importantes para a análise do potencial reprodutivo da mulher são as dosagens dos hormônios FSH, LH, estradiol, antimulleriano e Inibina-B, todos dosados no 3ºdia do ciclo menstrual. O exame de ultra-som é também bastante útil para esta avaliação, entretanto, na maioria das vezes, os óvulos são de qualidade indesejável”, afirma. Cambiaghi explica que nos últimos meses, novos trabalhos científicos dão uma nova perspectiva para mulheres que querem ter um bebê, mas têm dificuldades. Confira abaixo as orientações do Dr. Cambiaghi.
Quais são as novidades que podem ampliar as possibilidades para mulheres que querem engravidar?
São quatro as novidades: Coenzyma Q10, Vitamina D, DHEA e o Etinil Estradiol. Estes medicamentos são simples, de baixo custo quando comparados aos utilizados nos tratamentos convencionais, e com efeitos colaterais indesejáveis praticamente inexistentes.
Coenzyma Q10 ou Quinona Q10
Esta é uma substância natural do nosso organismo, presente em quase todas as células humanas. Ela desempenha um papel essencial na capacidade celular de produzir ATP (Adenosina trifosfato) que representa a unidade básica de energia utilizada pelo nosso corpo para manter as funções vitais. Está concentrada em organelas situadas no citoplasma das células (fora do núcleo), chamadas de mitocôndrias. Os óvulos das mulheres com mais idade têm uma quantidade menor de mitocôndrias e menos funcional, provocando diminuição do ATP e um provável envelhecimento dos óvulos. Esta diminuição leva a um prejuízo da divisão dos cromossomos e um aumento de malformações fetais (Síndrome de Down, Edwards e outras) comuns nas mulheres mais velhas. A concentração de ATP que as células carregam está diretamente relacionada com o potencial de implantação dos embriões.
O uso da Coenzyma Q10 pode substituir a transferência de citoplasma, um procedimento proibido por lei e pela ética médica. Uma recente publicação na edição de janeiro de 2010 da revista Fertility Sterility, da Sociedade Americana de Reprodução Humana (ASRM-American Society of Reproductive Medicine), demonstrou que suplementos dietéticos ricos em Coenzyma Q10 como as sardinha, cavalinha, óleo de soja, nozes, fígado de boi e amendoins, além da complementação em comprimidos, podem melhorar o funcionamento das mitocôndrias, a produção de energia, a maturação dos óvulos e a formação de embriões melhores e com maior chance de implantação. Fazendo o papel semelhante à transferência de citoplasma – um procedimento proibido por lei e pela ética médica, - e, portanto, aumenta as taxas de gravidez. Esta medicação além de melhorar a fertilidade, aumenta a capacidade imunológica, previne a pré-eclampsia nas pacientes com gravidez de risco e melhora a função do músculo cardíaco. Não é vendida em farmácias comuns, mas pode ser manipulada em farmácias especializadas.
Qual a importância da Vitamina D ou 25OH vitamina D
Outras publicações demonstram que quando a vitamina D estiver abaixo dos níveis normais, existe influência negativa na capacidade reprodutiva das mulheres. A dosagem é feita por meio do exame de sangue, de forma simples e barata. A importância desta vitamina é conhecida, principalmente, no metabolismo ósseo e em outras reações metabólicas, mas, ultimamente, tem sido envolvida em outros processos biológicos do organismo inclusive no crescimento e desenvolvimento celular, na auto imunidade, resistência insulina (recentemente foi publicado que a sua influência era síndrome dos ovários policísticos), doenças cardiovasculares e mais recentemente na fertilidade. Publicações científicas analisaram grandes populações e observaram que 67% da população geral apresentam taxas inferiores à necessidade de Vitamina D e necessitam de tratamento, independente de desejarem ou não a gestação o tratamento deve iniciar com uma dose de ataque por quatro semanas e depois continuar com uma dose menor para a manutenção.
O que é DHEA (Dehidroepiandrosterona)
Este é um hormônio fabricado normalmente no ovário e nas glândulas supra-renais, que diminui progressivamente com a idade. É essencial para a fabricação do hormônio estrógeno da mulher e vendido como suplemento alimentar com o objetivo de combater o envelhecimento e melhorar a sensação de bem-estar. A falta reduz o desejo sexual, a massa muscular e as ações do sistema imunológico. Durante o período, reprodutivo da mulher, sua concentração no organismo é mais alta e quando está abaixo do normal prejudica a reprodução.
Diversos trabalhos científicos têm demonstrado sua ação positiva em mulheres mais velhas com dificuldade em engravidar ou com falência ovariana precoce. A ingestão do hormônio DHEA por via oral em um período não inferior a dois meses tem demonstrado aumentar as chances de gravidez. Este hormônio foi amplamente vendido em todo o mundo durante a década de 90, como uma medicação milagrosa no combate ao envelhecimento, prevenção de doenças cardíacas, obesidade e até na prevenção à doença de Alzheimer. Entretanto, os seus efeitos benéficos não foram comprovados e, por isso, em alguns países, como o Brasil, a venda foi proibida, embora a sua aquisição possa ser feita sem dificuldades pela Internet.
Devido à resolução - RDC número 47, de 2 de junho de 2000, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização desta substância no nosso país por não ter sua eficácia comprovada para o que se propunha na época. Nos EUA, porém, foi aprovado como suplemento alimentar e até hoje é comercializada sem restrição. A compra pode ser feita pela Internet com receita médica.
O que faz o Etinil Estradiol
O etinil estradiol é um hormônio natural que pode ajudar mulheres com mais idade, próximas a menopausa ou com falência ovariana precoce a ficarem grávidas. Aquelas que tem o hormônio FSH em níveis elevados (maior que 10) e não respondem à indução da ovulação, podem ser beneficiadas com este hormônio.
Recentes publicações demonstraram que, as pacientes que receberam o medicamento etnil estradiol (diferente de estradiol) tiveram o FSH diminuído para níveis inferiores a 10 e com isso aumentaram a sua chance de gravidez em 25% com os próprios óvulos, em mulheres que anteriormente tinham indicações de tratamento com óvulos doados. Esta medicação não está disponível em farmácias comuns, mas pode ser adquirida com orientação médica em farmácias de manipulação.
Referência fornecidas pelo Dr. Arnaldo Cambiaghi:
*CO-enzime Q10, Resveratrol, E.Burstein,A. Perumalsamy TCART, Toronto, ON, Canadá , 65thº Annual Meeting, 2009 ASRM, Atlanta, USA
*Coenzyme Q10 treatment reduces lipid peroxidation, inducible and endothelial nitric oxide synthases, and germ cell–specific apoptosis in a rat model of testicular ischemia/reperfusion injury- Bulent, Murat, Volkan,Husnu, Sibel , Gorkem /Departments of aUrology, Zonguldak Karaelmas University, Faculty of Medicine, Zonguldak, Fertility and Sterility_ Vol. 93, No. 1, January 2010
International Journal of Gynecology & Obstetrics, Volume 105, Issue 1, April 2009,Pages43-45 Enrique Teran, Isabel Hernandez, Belen Nieto, Rosio Tavara, Juan Emilio Ocampo and Andres Calle
*Replete vitamin D stores predict reproductive successfollowing in vitro fertilization- Sebiha,Sangita, Jindal, Jun Shu, Gohar,
University, School of Medicine, Department of Obstetrics and Gynecology, Kocaeli, Turkey; Fertility and Sterility_ Vol. -, No. -, - 2009
*Genetic variation in the vitamin D receptor and polycystic ovary syndrome risk, Fertility and Sterility_ Vol. 92, No. 4, October 2009, Touraj Mahmoudi, M.Sc., Department of Genetics, Reproductive Biomedicine Research Center
*Premature ovarian failure and dehydroepiandrosterone; Reprint requests: Leonidas Mamas M.D., Ph.D., Neogenesis IVF Centre, 3 Kifisias Ave, 151 23 Marousi, Athens, Greece (Fertility and Sterility_ Vol. 91, No. 2, February 2009 0015-0282/09/$36.00; Copyright ª2009 American Society for Reproductive Medicine, Published by Elsevier Inc.
*Mild stimulation in poor responders; Jerome H Check do Instituto Cooper de Reprodução Humana em Melrose Park, PA Estados Unidos, 3rd IVI InternationalCongress; Madrid Espanha; maio/ 2009
* The Infertility Cure -, Randine Lewis- Master of Science in Oriental Medicine, Little, Brown and Company, 2004

segunda-feira, 26 de março de 2012

ISCA; INFERTILIDADE SEM CAUSA APARENTE

Meses e até anos de tentativas e nada do bebê chegar veja o que pode ser;

Infertilidade Inexplicável – Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA)


É muito difícil para um casal quando, após o término da realização de todos os exames solicitados, ao retornar ao consultório ou clínica, eles têm como resposta do médico que todos os resultados estão normais. Ante essa normalidade, alguns exames são repetidos, outros novos são sugeridos, uns mais difíceis e outros agressivos, mas, às vezes, ainda assim a resposta final é: NORMALIDADE. Qual o motivo, então, da dificuldade para engravidar? Não tem explicação? A resposta é: NÃO.
A Infertilidade “Inexplicável” ou Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA) é a dificuldade de um casal para engravidar, sem nenhuma razão aparente, após um ano ou mais de relações sexuais frequentes e sem o uso de qualquer método anticoncepcional. Aproximadamente de 10% a 15% dos casais inférteis pertencem a este grupo. Sem dúvida, esta “falta de diagnóstico” definitivo leva essas pessoas a um sentimento de frustração e angústia bastante grande. Entretanto, não podemos esquecer que a ciência progride numa velocidade tão grande, que o desconhecido de hoje poderá, em um curto prazo de tempo, ser esclarecido, e o que hoje não tem explicação, amanhã pode ser explicável e tratável. Portanto, quando se fala em INFERTILIDADE SEM CAUSA APARENTE, ou INFERTILIDADE INEXPLICÁVEL, significa o inexplicável no presente, e não no futuro. Mas o que interessa ao casal que procura um especialista é um diagnóstico e um tratamento para o presente.

O que fazer?

A conduta médica deve ser baseada na idade da mulher, no tempo de infertilidade, na ansiedade e expectativa do casal e na disponibilidade econômica. Se uma mulher é extremamente jovem e está tentando engravidar há pouco tempo (um ano, por exemplo), pode-se aguardar ou realizar tratamentos simples e conservadores, como a indução da ovulação (ou relação sexual programada, coito programado, “namoro” programado). Para esses casais, a introdução de terapias naturais ou complementares e algumas mudanças de hábitos podem trazer benefícios. Mulheres com mais idade merecem tratamentos com maiores chances de êxito (Inseminação Intrauterina, Fertilização in Vitro), pois, com o passar dos anos, as chances de gravidez diminuem gradativamente. O importante é deixar claro que Infertilidade Sem Causa Aparente ou Infertilidade Inexplicável é bastante comum em casais que não conseguem ter filhos.

 

fonte;http://vidaconcebida.com.br/aspectos-importantes-sobre-a-pesquisa.html


 

E QUANDO O PROBLEMA É COM O HOMEM?

Fator masculino;

A pesquisa da fertilidade no homem é um capítulo importante na Reprodução Humana, tanto pela participação nas dificuldades do casal em ter filhos, quanto pelo constrangimento e a maneira da coleta do material (pela masturbação), além dos preconceitos que ainda existem envolvendo os possíveis diagnósticos (por mais absurdos que isso pareça).

A pesquisa da fertilidade masculina é sempre muito mais simples que a feminina. É fundamental que se saiba o que é relevante nessa pesquisa, para que resultados superficiais não levem o casal a perder tempo e dinheiro, além de sofrer com o desgaste psicológico que envolve esse tipo de tratamento. O fator masculino é responsável, isoladamente, por 30% a 40% dos casos de infertilidade e, associado ao fator feminino, por mais 20%; cúmplice, portanto, de 50% dos casais com dificuldade para engravidar. Visto que a avaliação deste fator é relativamente simples e pouco dispendiosa, esta deve ser realizada em todos os casos antes de qualquer indicação terapêutica. Este estudo é baseado na história clínica (antecedentes de infecção, traumas, cirurgias pregressas, impotência, hábitos como alcoolismo, tabagismo etc.), por meio de exame físico, espermograma e, em casos especiais, exames genéticos.
Causas da Infertilidade Masculina
  • Diminuição do número de espermatozoides.
  • Pouca mobilidade dos espermatozoides.
  • Espermatozoides anormais.
  • Ausência da produção de espermatozoides.
  • Vasectomia.
  • Dificuldades na relação sexual.
Doenças mais comuns
  • Varicocele
  • Infecções
  • Problemas cromossômicos/genéticos
  • Malformações

Alterações mais comuns encontradas no espermograma

Astenospermia: É quando a motilidade dos espermatozoides está diminuída ou, segundo alguns autores, é a alteração mais frequente no espermograma. As causas mais comuns são as infecções imunológicas, varicocele, tabagismo, alcoolismo, medicamentos, problemas psíquicos, endócrinos, estresse e doenças profissionais.
Oligosastenospermia: É a diminuição do número e da motilidade dos espermatozoides. As causas são as mesmas citadas no item anterior.
Teratospermia: São alterações do formato do espermatozoide. Os principais responsáveis por estas alterações são: as inflamações, algumas drogas, origem congênita e varicocele. Os espermatozoides capazes de fertilização devem ter formato perfeito. O formato ideal é o formato oval.
Nomenclatura

Tratamentos do homem em casos difíceis

Recuperação dos espermatozoides diretamente dos testículos ou epidídimo. Em alguns casos, a qualidade dos espermatozoides é tão inadequada que é impossível realizarmos um tratamento por meio da coleta obtida pela ejaculação. Assim, temos duas alternativas para que consigamos sucesso no tratamento: PESA e TESA.
Por meio desses procedimentos, os espermatozoides são recuperados diretamente do testículo ou do epidídimo (região próxima do testículo) e, por meio de ICSI, os óvulos são fertilizados. As principais técnicas são:
PESA (aspiração microepididimal do esperma): Aspira- -se uma pequena quantidade de sêmen do epidídimo e os espermatozoides recuperados são utilizados para fertilização por ICSI.
TESA (biópsia do tecido testicular): É uma técnica similar, na qual os espermatozoides são retirados por uma minúscula biópsia de tecido testicular. Depois, são recuperados e, a exemplo da técnica anterior, são utilizados para fertilização por ICSI.
MICRODISSECÇÃO: É uma microcirurgia que possibilita a retirada dos espermatozoides diretamente dos ductos seminíferos, que é o local onde eles estão em maior concentração. Essa técnica é utilizada em homens que não eliminam espermatozoides pela ejaculação, mas fabricam em pequena quantidade. A vantagem, quando comparada com outras técnicas, é o fato de ser menos agressiva e oferecer a possibilidade de se retirar várias amostras de esperma, possibilitando o congelamento para uso futuro.
Os resultados de PESA, TESA e MICRODISSECÇÃO têm sido bastante encorajadores, sugerindo que os homens que, por motivos diversos (inclusive vasectomia), são incapazes de ejacular ou produzir esperma, voltam a ter capacidade, por essas técnicas, de suprir o(s) espermatozoide(s) para fertilização dos óvulos de sua esposa. A mulher, evidentemente, deve seguir os procedimentos rotineiros de super ovulação e coleta de óvulos.

Banco de Sêmen (Sêmen de doador)

Em algumas situações especiais de infertilidade masculina grave, a única opção é a utilização de esperma de doador, guardado em “Banco de Esperma”,de idoneidade indiscutível. São casos de falta total de esperma (azoospermia, vasectomia), Aids, doenças hereditárias transmissíveis e tratamentos de quimioterapia. Mulheres solteiras que desejam ter filhos, dentro dos princípios éticos, podem também se beneficiar desse recurso. Os doadores são selecionados segundo critérios rigorosos: idade superior a 21 anos, mas inferior a 40 anos, integridade física e mental comprovada, fertilidade reconhecida – sempre anonimamente e de acordo com as características físicas e intelectuais que estejam em harmonia com o interesse do casal.

referência;http://vidaconcebida.com.br/aspectos-importantes-sobre-a-pesquisa.html

COITO PROGRAMADO

Indução Da Ovulação – coito programado,“Namoro” programado (Baixa Complexidade)


Com todos os exames laboratoriais ultranormais, a paciente poderá ter sua ovulação induzida por medicamentos, para que seja recrutado um maior número de óvulos naquele mês. O crescimento deles é acompanhado por ultrassonografia seriada transvaginal até que os folículos atinjam um tamanho ideal (em sincronia com o endométrio – que é o tecido que reveste o interior do útero, onde ocorre a implantação do embrião). Por meio do estímulo hormonal, os óvulos devem ter um crescimento progressivo e atingir um tamanho aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. Atingido esse ponto ideal (o que geralmente ocorre ao redor do 12º ao 14º dia do ciclo), a ovulação é desencadeada 24 a 36 horas após a injeção de um medicamento adequado (HCG). A partir desse momento, o médico orientará a melhor época para as relações sexuais. Pelo maior número de óvulos disponíveis, e pela certeza da época da ovulação, as chances de gravidez são substancialmente maiores quando comparadas ao ciclo espontâneo (sem medicação). A chance de sucesso desse método é ao redor de 12% a 15% a cada ciclo. Embora essa chance seja inferior aos 20% definidos para gravidez espontânea, deve-se lembrar que os casais em tratamento já possuem alguma dificuldade para engravidar. Por isso, essa taxa de sucesso é menor do que a esperada quando a gravidez é obtida naturalmente, por casais sem problemas.

Referência;http://vidaconcebida.com.br/aspectos-importantes-sobre-a-pesquisa.html

INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA (IA) INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL;

Inseminação Intrauterina –(Média Complexidade)
A Inseminação Intrauterina, conhecida desde a Antiguidade, é um recurso terapêutico de grande valor no tratamento do casal infértil. As indicações dessa opção são baseadas na impossibilidade ou dificuldade do sêmen para alcançar o óvulo no aparelho genital da mulher (tubas), impedindo, assim, a fecundação. As candidatas a essa modalidade terapêutica são as pacientes que apresentam:
a) Muco cervical pobre ou deficiente.
b) Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA), Infertilidade Inexplicável.
c) Maridos com espermograma alterado (oligospermia, astenospermia ou problemas anatômicos).
importante: Como a fertilização ocorre no ambiente natural, isto é, nas tubas, estas devem estar permeáveis.
Indução da Ovulação, Técnica e Dia da Inse minaçãoDa mesma forma feita no coito programado, os ovários são estimulados por hormônios, com o objetivo de obter um maior número de óvulos recrutados. Esses óvulos também têm seu crescimento acompanhado pela ultrassonografia até que atinjam um diâmetro aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. A ovulação também é desencadeada no momento adequado por um medicamento.
A diferença consiste nas dosagens dos medicamentos utilizados para o estímulo ovariano e no fato de que, em vez das relações sexuais, os espermatozoides serão colocados dentro do útero.
A inseminação artificial é um procedimento relativamente simples. É realizada no consultório, sem anestesia, é indolor e não dura mais que alguns minutos. Com a paciente em posição ginecológica, o esperma é colocado dentro do útero, perto dos orifícios internos das tubas, através de um cateter delicado que transpassa a vagina e o canal cervical. Após a inseminação, a paciente deverá ficar em repouso no consultório por cerca de 20 minutos, a fim de que o sêmen alcance o interior das tubas e ocorra a fertilização.

Ao final desse período, poderá voltar às suas atividades cotidianas. Os índices de sucesso da Inseminação Intrauterina, em seguida à estimulação ovariana (superovulação), estão ao redor de 18% a 25% por ciclo, mas podem chegar a 50% depois de algumas tentativas. Nos casos em que o parceiro masculino for portador de distúrbios muito graves do esperma (azoospermia – falta total de espermatozoides), pode ser usado o esperma congelado de um doador anônimo, disponível nos Bancos de Sêmen.

Referência;http://vidaconcebida.com.br/aspectos-importantes-sobre-a-pesquisa.html

FERTILIZAÇÃO IN VITRO(FIV)

Fertilização In Vitro (FIV) ou Bebê de Proveta

Consiste na mais sofisticada e avançada de todas as técnicas de Fertilização Assistida. Para se realizar esta técnica (ou programa), a mulher recebe, da mesma forma que nas técnicas anteriores, alguns hormônios, porém em maiores doses, para se obter um maior número de óvulos recrutados. Também neste procedimento, os óvulos têm seu crescimento acompanhado pela ultrassonografia até que atinjam um diâmetro aproximado de 18 mm, e o endométrio, uma espessura superior a 7 mm. A paciente recebe uma última injeção (HCG) para terminar o amadurecimento dos óvulos, que são aspirados 35 horas após, por meio de uma agulha especial. Em seguida, são colocados em contato com espermatozoides (in vitro), permitindo a sua fecundação fora do corpo da mãe. Quando a quantidade de espermatozoides for pequena, utiliza- -se a técnica da ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide), que consiste na injeção de um espermatozoide dentro do óvulo. Os embriões são desenvolvidos inicialmente em laboratório, retornando, depois, ao útero onde continuam o crescimento até o dia do nascimento.
A chance de sucesso desta técnica pode chegar a até 55% em pacientes com menos de 35 anos.
Indicações clássicas:
  • Mulheres com alterações peritoneais (aderências).
  • Obstrução nas tubas.
  • Infertilidade Sem Causa Aparente (ISCA) ou Infertilidade Inexplicável.
  • Fatores imunológicos graves.
  • Endometriose.
  • Falhas repetidas em tratamentos menos complexos.
  • Idade avançada.
  • Fator masculino (contagem baixa, alteração grave em morfologia ou motilidade dos espermatozoides).
TécnicaA técnica é relativamente complexa e sua execução pode ser dividida em seis fases:
1ª Fase - Bloqueio dos hormônios do organismo.
2ª Fase - Estímulo do crescimento dos óvulos.
3ª Fase - Coleta dos óvulos.
4ª Fase - Fertilização dos óvulos.
5ª Fase - Transferência do(s) embrião(ões) para o útero.
6ª Fase - Controle hormonal até o teste de gravidez.
Assim, detalhadamente, temos:1ª Fase - Bloqueio dos hormônios do organismo Consiste no bloqueio parcial do funcionamento dos ovários com medicação adequada. Com esta conduta é possível ter o controle da função ovariana, não havendo perigo de ocorrer ovulação fora do momento previsto.
2ª Fase - Estímulo do crescimento dos óvulos Existem vários esquemas de medicação para estimular o crescimento de um maior número de óvulos. Havendo maior quantidade, têm-se mais embriões, podendo ser escolhidos os melhores e, consequentemente, aumentando as chances de gravidez. Esta fase dura de oito a doze dias e é acompanhada pelo ultrassom transvaginal e por dosagens hormonais.
3ª Fase – Coleta dos óvulos Em um ambiente cirúrgico e com sedação profunda, os óvulos são aspirados através de uma agulha acoplada ao ultrassom. Este processo é praticamente indolor e dura alguns minutos. Neste dia, é realizada a coleta do sêmen do marido.

4ª Fase - Fertilização dos óvulos No laboratório, um embriologista experiente realiza a fertilização dos óvulos, que poderá ser espontânea ou pela técnica de ICSI (Injeção Intracitoplasmática do Espermatozoide). A decisão dependerá da quantidade e da morfologia dos espermatozoides e do número de óvulos.

5ª Fase - Transferência dos embriões Dois a cinco dias após a fertilização, os embriões são colocados no útero. Neste dia, serão conhecidos os de melhor qualidade, e assim o médico e o casal decidirão juntos quantos deles serão transferidos, número este que pode variar de um a quatro. A transferência é realizada com cateter flexível, sem anestesia, através da vagina; é indolor e semelhante ao desconforto do exame ginecológico.

6ª Fase - Suporte hormonal Nesta fase são realizados exames de sangue que comprovam o equilíbrio hormonal. Caso haja necessidade, as doses poderão ser modificadas. O teste de gravidez é realizado 11 dias após a transferência dos embriões.
IMPORTANTEA probabilidade de ocorrer um aborto ou de nascer um bebê com malformação é a mesma, tanto após a indução da ovulação quanto após a concepção natural. Os riscos existentes dependem da idade da mãe e de fatores genéticos. Se a paciente ficar grávida após este tratamento, não serão necessárias quaisquer medidas especiais; a gravidez será tratada exatamente como qualquer outra, e o pré-natal é exatamente igual ao de uma gestação espontânea. O trabalho de parto e a amamentação não serão afetados de nenhuma maneira.

Congelamento de embriões

Quando no início de um tratamento de fertilização in vitro, uma questão bastante importante para médicos e casais diz respeito ao número de óvulos que potencialmente serão produzidos durante o ciclo. Este dado inicialmente parece ser de pouca relevância, mas torna-se importante, pois o número de óvulos a serem produzidos está diretamente relacionado ao número de embriões que serão obtidos. Um número maior de embriões produzidos oferece à equipe médica uma maior chance de escolha para a transferência, aumentando as chances de sucesso. Oferece, também, melhores condições para cultivos mais longos, cultura de blasto-cistos, minimizando as chances de perda embrionária durante o cultivo.
No entanto, a obtenção de números altos de óvulos pode gerar um grande número de embriões excedentes ao ciclo realizado. Segundo o Conselho Federal de Medicina, atualmente os embriões excedentes aos ciclos de fertilização in vitro podem ter três destinos: congelamento, doação a outro casal ou doação à pesquisa científica.
O congelamento de embriões possui uma longa história dentro da medicina reprodutiva, com nascimento na metade da década de 1980 e, hoje, comprovadamente um procedimento já bastante disseminado nos centros de reprodução humana espalhados pelo mundo. Neste campo, existe uma variedade de leis que geralmente mudam de acordo com o país. Mas, de um modo geral, o congelamento de embriões é aceito pela maioria.

Isso possibilita que casais que produzam números altos de óvulos e, consequentemente, embriões, possam ter mais uma chance para obter a sua tão desejada gestação. Do mesmo modo, casais que conseguiram ter sucesso na primeira tentativa, e congelaram alguns embriões excedentes podem voltar depois de alguns anos e utilizar estes mesmos embriões para uma segunda tentativa.
Os embriões a serem congelados devem passar por um processo de desidratação, visando perder um pouco da água que se encontra em suas células. Isso evita que os embriões estourem durante o processo. Realizada essa etapa, eles são submetidos a congelamento computadorizado, iniciando em 37ºC e, em um período de duas horas, alcançando -30ºC, sendo, depois, estocados a -196ºC em nitrogênio líquido. O tempo de permanência em nitrogênio líquido parece afetar pouco a viabilidade embrionária, já existindo casos de gestações após um período de oito anos de congelamento. A perda de viabilidade durante o armaze namento parece ser pequena, contudo ainda existem dúvidas quanto ao período máximo que os embriões poderiam aguentar.
Mesmo que ainda existam interrogações com relação aos processos de congelamento, o número de procedimentos realizados até agora e o índice de sucesso por tentativa mostram que este é um procedimento que oferece bons índices de sucesso e deve ser utilizado quando for necessário, ou seja, naqueles casais que produzem um alto número de embriões.

Uma outra abordagem seria o acúmulo de embriões em casais que, ao contrário, produzem poucos embriões. Estes casais poderiam fazer vários ciclos com números baixos de embriões e congelá-los. Depois de alguns meses, este“estoque” de embriões poderia ser utilizado de uma só vez para maximizar suas chances. Este procedimento é muito realizado quando se utilizam ciclos espontâneos, ou seja, só ocorre a produção de um óvulo, ou naquelas mulheres em que a produção de óvulos é muito baixa. De modo geral, este procedimento deve ser sempre lembrado quando se inicia um tratamento de fertilização in vitro, pois suas chances de utilização são relativamente grandes.

Congelamento de óvulos

O congelamento de óvulos é um procedimento reservado a casos especiais. O grande problema no passado era a perda da capacidade de fertilização destes óvulos após o descongelamento, mas esse problema já está praticamente superado. O primeiro nascimento proveniente de um óvulo congelado foi em 1984 e, desde essa época, os avanços desta técnica são encorajadores. As indicações mais importantes são nos tratamentos oncológicos, na preservação da fertilidade, em mulheres que têm medo de perder a fertilidade com o passar dos anos, nas que possuem histórico familiar de menopausa precoce e em fertilização in vitro com excesso de óvulos, pois evita o descarte de embriões excedentes.
Nos tratamentos oncológicos, a sua utilização ocorre em pacientes que deverão ser submetidas a quimioterapia ou radioterapia. Este tratamento pode causar problemas irreversíveis aos óvulos. A retirada e o congelamento do mesmo antes do tratamento preservará a fertilidade. Com o término do tratamento, o óvulo poderá ser fertilizado em laboratório, e o embrião, implantado no útero.
Para a preservação da fertilidade, algumas mulheres, quando estão próximas dos 35 anos e ainda não se casaram, nem encontraram o futuro pai de seus filhos, podem ficar aflitas por saber que a fertilidade diminui com o passar dos anos. Nesse caso elas passam por um processo de estimulo ovariano, depois retiram-se os óvulos estimulados e os congelam. Caso, no futuro, encontrem seu “príncipe encantado” e na época seus óvulos já estejam envelhecidos pela idade, os congelados poderão ser utilizados. Os óvulos serão fertilizados, e os embriões, implantados no útero.
Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce podem congelar seus óvulos preventivamente. Na época que desejarem ter filhos, caso seu ovário não esteja funcionando adequadamente, elas poderão utilizar os óvulos que foram congelados anteriormente. Caso contrário, podem manter os óvulos congelados e utilizar os coletados na época.
No caso da fertilização in vitro, algumas vezes, pode haver o excesso de óvulos, que formam vários embriões. Como apenas uma parte deles são transferidos para a futura mamãe, os outros devem ser congelados. Caso ocorra gestação e o casal não quiser mais ter filhos, podem se ver em um problema ético, pois embriões são considerados seres vivos e não podem ser descartados. O congelamento de óvulos resolve esse problema, pois óvulos são células, não são seres vivos, e podem ser descartados. Se não for realizado o congelamento de óvulos, a única alternativa, caso o casal aceite, é a doação de embriões para outro casal ou pesquisas científicas.

Doação de óvulos

Existem muitas causas de infertilidade, e praticamente todas são tratáveis. Medicamentos induzem a ovulação, quando ela não for adequada; cirurgias recuperam problemas da anatomia do aparelho reprodutor, quando houver alterações, como aderências pélvicas ou obstrução tubária; a endometriose é tratável pela videolaparoscopia; os espermatozoides, quando não estiverem presentes no sêmen, poderão ser retirados do testículo por mini intervenções cirúrgicas e, por fim, a fertilização in vitro resolve quase todos os problemas.
Todas essas dificuldades causam uma dor maior ou menor no sentimento da mulher, e os tratamentos disponíveis para esses problemas aliviam o sofrimento com alguma facilidade. De todos os diagnósticos conhecidos, o mais difícil de ser aceito pela mulher é o da ausência de óvulos capazes de serem fertilizados, isto é, o ovário não fabrica mais óvulos capazes de gerar filhos.

É um momento de decepção, pois ela acredita que não será mais possível ser mãe. Este fato pode acontecer em mulheres jovens com falência ovariana prematura, também chamada de menopausa precoce (www.menopausaprecoce.com.br); em casos de cirurgias mutiladoras, em que são retirados os dois ovários; em idade avançada, quando os óvulos produzidos não formam embriões de boa qualidade, ou na própria menopausa na idade certa (em torno dos 50 anos), época em que não existem mais óvulos. Nos dias de hoje, cada vez mais as mulheres retardam o casamento ou a busca de um filho por darem prioridade à sua formação e carreira profissional ou à conquista de bens materiais.
Outras, perto dos 50 anos, reencontram uma vida afetiva feliz num segundo casamento com um homem sem filhos e que deseja uma família. Para outras, o destino quis que casassem mais tarde.
Existem também casos de doenças genéticas e cromossômicas transmissíveis, quando não é possível ou permitido, por motivos religiosos, o Diagnóstico Pré- -Implantacional (DPI - www.ipgo.com.br/pgd.html). Não importa o motivo: a solução é a DOAÇÃO DE ÓVULOS. Essas mulheres podem ser mães e gerar seu(s) filho(s) no seu próprio ventre, tendo um bebê fruto dos espermatozoides do seu marido e de um óvulo de uma mulher doadora. O primeiro impacto desta proposta de tratamento para essas pacientes é sempre de indignação, acompanhada de comentários como: “Desta maneira não me interessa”,“Então este filho não será meu”, “Esta criança não terá as minhas características, nem o meu DNA”, e outros. Essas afirmações são feitas por quase todas as mulheres numa fase inicial. Mesmo quando fornecemos uma vasta quantidade de informações necessárias para a compreensão desse processo, deixam a clínica frustradas e acreditando que desistirão de ter filhos para sempre. Mas, após um período de reflexão e conhecimento, retornam, aceitando esta opção para ter seus filhos. É muito gratificante cuidar desses casais, porque a tristeza que tinham por considerarem irreversível a sua fertilidade torna-se uma felicidade inesperada.
A doação de óvulos é um tratamento muito sigiloso que é do conhecimento exclusivo do médico, do casal, e, algumas vezes, dependendo deles, de alguém muito íntimo (mãe ou irmã). As doadoras devem ser anônimas, isto é, não podem ser da própria família nem conhecidas do casal. Devem ter semelhança física, tipo de sangue compatível e saúde física e mental comprovadas por exames.

A incorporação do sentimento de mãe e o espírito de paternidade após a constatação do sucesso da gravidez é tão grande, que todos os casais, após esse momento, mal se lembram de que a gestação foi conseguida por óvulos doados. O que importa para essas mães é que o bebê veio do seu próprio ventre. Ela dará à luz, e desse momento em diante, pelo resto da sua vida será SEU FILHO! E é por este motivo que um dos capítulos do livro, “Gravidez: caminhos, tropeços e conquistas”, de minha autoria, tem o título “Bendito o fruto do vosso ventre”.
Chances de gravidez de risco e abortoChances de gravidez de risco e aborto

Biópsia Embrionária
PGD (Pré-Implantation Genetic Diagnosis) ou
DPI ( Diagnóstico Genético Pré-Implantacional)

PGD (Pré-Implantation Genetic Diagnosis) ou DPI (Diagnóstico Genético Pré-Implantacional) é um exame que pode ser utilizado no processo de FIV (fertilização in vitro) com o objetivo de diagnosticar nos embriões a existência de alguma doença genética ou cromossômica antes da implantação no útero da mãe. Por este exame, casais com chances de gerar filhos com problemas como Síndrome de Down, Distrofia Muscular, Hemofilia, entre outras anomalias genéticas, podem descobrir se o embrião possui tais doenças ou não.
Essa técnica utilizada em tratamentos de fertilidade consiste na retirada de uma célula do embrião (biópsia embrionária), em laboratório, no terceiro dia de desenvolvimento, quando o embrião tem ao redor de oito células, para análise, antes mesmo de ele ser colocado no útero. Este procedimento não afeta o futuro bebê e o resultado pode ser obtido em poucas horas.
Também não deve se tornar um procedimento de rotina para as mulheres mais velhas que desejam engravidar. Além do alto custo do exame, existem alguns princípios éticos e religiosos que devem ser respeitados – como a aceitação de uma seleção natural, a não concordância com o congelamento ou o descarte dos embriões que apresentam problemas e as chances de erro (mosaicismo), que podem chegar a 10%.