segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Embriões excedentes podem ser implantados depois; entenda



 Uma das opções para o excedente de embriões é o congelamento para implantação posterior. Se o casal desejar ter mais filhos, é só fazer a .... Foto: ShutterstockUma das opções para o excedente de embriões é o congelamento para implantação posterior. Se o casal desejar ter mais filhos, é só fazer a transferência das células já fecundadas
Foto: Shutterstock
 

Graças a uma fertilização in vitro, Jeanette e Arthur Fardelin conceberam quíntuplos. Os embriões foram fertilizados há seis anos, mas o casal foi engravidando aos poucos. A filha mais velha deles tem 6 anos. Os meninos completam a escadinha: o mais velho, com 4, depois um garoto de 2 anos e os gêmeos, que têm um mês de vida. Todas as crianças são fruto dos embriões que foram concebidos in vitro em 2006. O casal explica que, como gostariam de ter mais filhos, os médicos os aconselharam a congelar as células remanescentes da fertilização e implantá-las depois de alguns anos - e foi o que fizeram.

O caso dos Fardelin mostra uma das opções que a medicina dá para os casais que passaram por um ciclo de fertilização e não utilizaram todos os embriões fecundados. Além desta opção, o casal ainda pode doar o material para pesquisa com células-tronco, ou para um banco de embriões com doadores anônimos - nesse caso a célula excedente será utilizada por outros pacientes com problemas de fertilidade.

Segundo Dirceu Henrique Mendes Pereira, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o casal que opta pelo congelamento dos embriões para posterior uso próprio paga uma taxa pelo procedimento, que tem custo entre R$ 2.500 e R$ 3.000, e uma manutenção trimestral ou semestral para manter a célula no banco. O valor varia de R$ 300 a R$ 500. "Esses embriões, teoricamente, podem ficar congelados por tempo indeterminado. Porém, o Conselho Federal de Medicina (CFM) normatiza que é conveniente que a transferência dessas células seja feita em até três anos de congelamento", explica.

Doações
Se o casal não tiver o desejo de manter os embriões congelados para uso próprio, é possível que eles façam a doação dessas células. Segundo Dirceu, de acordo com as regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) os embriões podem ter como destino laboratórios de pesquisas médicas de células-tronco ou o banco de doadores anônimos de embriões.

Caso os embriões sejam enviados para estudo, a clínica vai dar o melhor destino laboratorial para eles. Se a opção for doação para casais com problemas de fertilidade, eles serão mantidos no banco da clínica até que apareçam os futuros pais para os embriões doados.

Os possíveis destinos das células são descritos em um documento chamado de consentimento informado. Esse termo é assinado pelo casal assim que eles decidem o que será feito do embrião, antes do início do tratamento na clínica de fertilização.

Em nota, o CFM afirmou que sua Comissão de Reprodução Assistida está discutindo e preparando uma proposta mais completa sobre o destino de embriões não utilizados nos ciclos de reprodução assistida. A previsão é que a comissão apresente esse parecer ao plenário do CFM até o final deste ano.
fonte;http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI6058895-EI20146,00-Embrioes+excedentes+podem+ser+implantados+depois+entenda.html

Em reprodução assistida, família deve dar apoio sem julgar

O processo que envolve um tratamento de reprodução assistida é normalmente repleto de ansiedade e de expectativas . Foto: Dreamstime/TerraO processo que envolve um tratamento de reprodução assistida é normalmente repleto de ansiedade e de expectativas
Foto: Dreamstime/Terra
O processo que envolve um tratamento de reprodução assistida normalmente é repleto de ansiedade e de expectativas que o casal deposita nessa possibilidade de engravidar com ajuda da medicina. Por conta da pressão que a própria situação impõe, na maioria das vezes tanto o homem, quanto a mulher não revelam às famílias que recorreram à fertilização. Mas, quando decidem contar, é dever dos parentes dar suporte sem fazer julgamentos, afirma Rose Massaro Melamed, psicóloga da clínica do Centro de Fertilização Assistida Fertility, de São Paulo.

O respeito à decisão do casal é essencial. Segundo Rose, é muito difícil ouvir frases como "se não veio é porque Deus não quis", ou "para quê fazer tratamento se tem tenta criança no mundo esperando por adoção?". A psicóloga explica que o único papel da família é dar apoio, dado que a decisão pelo tratamento já foi tomada pelo casal. Mesmo que os parentes não concordem com a atitude, essa opinião não deve ser expressada por eles.

"Uma vez que o casal tenha dado essa abertura aos parentes, o papel da família deve ser o de apoiar sem interferir, sem tomar decisões", concorda Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora do Instituto Valenciano de Infertilidade, de São Paulo. "O apoio deverá consistir em oferecer consolo, estimular uma atitude positiva, confiante de que haverá solução e que o casal não está sozinho nessa luta."

Uma atitude contrária ao que as especialistas sugerem pode acarretar no afastamento do casal em relação à família. Além disso, o processo, que já é repleto de ansiedade e de questionamentos, pode ficar ainda mais angustiante e penoso para ambos.

O apoio
O apoio familiar deve envolver mais ouvir do que falar. É importante deixar o casal à vontade, aconselham as especialistas. Muitas perguntas sobre o andamento do procedimento pode deixá-los ainda mais nervosos e pressionados.

"Existem casos de famílias que apoiam a decisão do casal, mas querem participar, ficam a todo momento perguntando sobre a fertilização e o andamento do processo. Esse tipo de atitude pode fazer com que o casal sinta-se na obrigação de dar uma satisfação positiva. Ou seja, mais uma pressão sobre eles", esclarece Rose.

O suporte sem interferência é a maior prova de amor e de companheirismo que a família pode dar ao casal que passa por esse momento delicado, aconselha Silvana.

fonte;http://vidaeestilo.terra.com.br/fertilidade/noticias/0,,OI6062015-EI20143,00-Em+reproducao+assistida+familia+deve+dar+apoio+sem+julgar.html

PÊLOS EM EXCESSO PODE SER SINAL DE INFERTILIDADE NA MULHER



Pelos em excesso pode ser sinal de infertilidade


Pelos em excesso pode ser sintoma da síndrome do ovário policístico Foto: Getty Images Pelos em excesso pode ser sintoma da síndrome do ovário policístico
Foto: Getty Images 


Todas as manhãs, a norte-americana Marianne Ponsonsby sai da cama e corre para ver seu rosto no espelho à procura de pelos indesejados. "Pelo menos uma dúzia de grossos pelos negros tem aparecido nas minhas bochechas e queixo diariamente" conta. Isso porque ela sofre da síndrome dos ovários policísticos, um desequilíbrio hormonal em que os ovários produzem quantidades excessivas de testosterona – o hormônio masculino. As informações são do Daily Mail.

Marianne não é a única. A síndrome, que afeta 3 milhões de mulheres, resulta na formação de pequenos cistos inofensivos e sintomas como o crescimento excessivo de pelos, calvície, menstruação irregular, ganho de peso e acne. Além disso, cerca de 40% dessas pacientes também têm infertilidade.
A síndrome dos ovários policísticos pode ser devastadora para a autoestima das mulheres, diz Rachel Hawkes de Verity, que lidera um grupo de apoio para essas pacientes. "Eu conheci pessoas que tentavam suicídio porque elas simplesmente não conseguiam lidar com o excesso de pelos e aumento de peso”.
De acordo com especialistas, a melhor maneira para driblar os efeitos indesejados é ter cuidado com a alimentação e controlar o peso. Isso porque, além de piorar a condição cardíaca e aumentar o risco de diabetes tipo 2, a gordura produz mais insulina, aumenta a produção de hormônio masculino e agrava os sintomas.
Apesar de as mulheres já nascerem com a doença, ela é diagnosticada após os 20 anos na maioria dos casos, quando começa uma mudança no estilo de vida. "Na idade adulta jovem, muitas mulheres saem de casa. Elas se alimentam de forma menos saudável, fazem menos exercícios e param de crescer - todos os fatores que podem levar ao ganho de peso", justifica Gerard Conway, endocrinologista do Instituto de Saúde da Mulher, da Universidade College London.
Fonte;http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/pelos-em-excesso-pode-ser-sinal-de-infertilidade,ca13864558619310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html